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Trabalhadores indiciados no desvio de banana

Alguns trabalhadores da Matanuska, distrito de Monapo, são indiciados do desvio de banana que chega a atingir uma média diária de uma tonelada, segundo referem os gestores da empresa. A onda de roubos de banana destinada à exportação, particularmente para a República Islâmica do Irão, mas que é desviada para abastecer o mercado paralelo em Nampula e nas províncias vizinhas de Cabo Delgado e Zambézia agudizou-se nos últimos três meses e estima-se que os prejuízos da Matanuska atingem cerca de 500 mil meticais.

Clayton Johnam, assessor administrativo da Matanuska, referiu que a empresa investiu cerca de 50 milhões de dólares americanos para a implantação do projecto numa área de três mil hectares cedidos pelo governo dos quais 1.200 estão em exploração, suspeita que os roubos envolvem trabalhadores da plantação.

Indivíduos que se fazem transportar em carrinhas de três a quatro toneladas entram a calada da noite no interior da plantação e roubam quantidades enormes de cachos de banana e, como se não bastasse, derrubam indiscriminadamente as bananeiras, actos que nos fazem acreditar tratarse de um bando organizado com intenções de sabotar o nosso projecto que tem por finalidade exportar a sua produção para o mercado europeu e dos Estados Unidos da América para viabilizar o respectivo investimento – lamentou Clayton Johnam.

Ao longo do ano findo, foram expulsos 50 trabalhadores e um número não especificado está a responder na justiça no distrito de Monapo por participação ou conivência no roubo de banana na Matanuska, que emprega, neste momento, 2.098 trabalhadores.

Para conter a onda de roubos, a Matanuska sentiu-se obrigada a solicitar recentemente o apoio da polícia da República de Moçambique, que destacou um contingente que está a trabalhar em ligação com a força local de vigilantes.

Numa acção recente de perseguição a um grupo de malfeitores no interior da plantação de banana, os agentes da lei e ordem foram obrigados a fazer disparos de arma de fogo, tendo atingido dois trabalhadores.

Um dos quais teve morte imediata, enquanto o segundo contraíu ferimentos graves e encontra-se internado no Hospital Central de Nampula a receber tratamentos intensivos.

O sobrevivente confessou fazer parte do grupo de malfeitores que roubam banana nas plantações da Matanuska, tendo, na ocasião, acrescentando que o seu papel é de facilitar informações relacionadas com a indicação dos blocos de bananeiras que tenham atingido a fase de maturação adequada para o seu corte.

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