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Grandes projectos devem usar bens e serviços nacionais

O Governo moçambicano quer que os grandes projectos desenvolvidos no país usem bens e serviços oferecidos pelas Pequenas e Médias Empresas (PME’s) nacionais.

Para tal, no âmbito do Mecanismo de Subsídios Empresariais (MESE) lançada semana passada, em Maputo, pelo Ministro da Indústria e Comércio, está prevista a promoção de ligações empresariais.

Nesse contexto, pretende-se criar um sistema que permita a ligação entre as PME’s e os grandes projectos como a Mozal, Sazol, Benga, Moatize, entre outros, que precisam de bens e serviços para a sua operacionalização, segundo disse Victor Tivane, especialista em desenvolvimento de negócios no MESE.

Aquele especialista frisou que, neste momento, as empresas nacionais não possuem condições para satisfazer as necessidades dos grandes projectos, sobretudo porque muitas delas nem sequer conseguem interpretar os cadernos de encargo.

Como consequências, o país importa bens e serviços que podiam ser disponibilizados internamente, o que significa que os recursos que poderiam advir da implantação desses projectos para o país vão para o exterior.

“No âmbito do MESE pretendemos criar um sistema que permite a ligação entre as PME’s e os grandes projectos em termos de disponibilização de bens e serviços. Mas para que tal aconteça é preciso que as empresas moçambicanas elevem a sua capacidade e qualidade de bens e serviços oferecidos”, explicou a fonte.

Segundo Tivane, “muitas empresas nacionais não têm níveis aceitáveis, como é o caso da disponibilidade de bens e serviços, qualidade, capacidade de fornecimento permanente, entre outras condições”.

O MESE é uma iniciativa do Governo que visa apoiar a promoção do desenvolvimento das PME’s e as Associações Económicas, através da disponibilização de recursos financeiros, para que elas se tornem mais competitivas.

Tais recursos servem para financiar as actividades que estejam orientadas para o desenvolvimento da empresa ou associação empresarial, excluindo o investimento em equipamento.

Desta forma, são elegíveis as acções como a investigação de mercado, pesquisa de produtos, ‘design’, desenvolvimento, testagem e aprovação, eficiência na produção, redução de custos, gestão e certificação da qualidade, embalagem, entre outras.

O MESE subsidia as actividades elegíveis até 70 mil dólares para as PME’s e até 25 mil dólares para as Associações Empresariais.

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