Para continuarmos  a fazer jornalismo independente dos políticos e da vontade dos anunciantes o @Verdade passou a ter um preço.

Trabalhadores de segurança terão salário justo

Os trabalhadores de segurança privada de Moçambique e os seus respectivos empregadores chegaram a um acordo visando impedir que nenhuma empresa do ramo pague abaixo do salário mínimo.

Esta informação é do Ministério do Trabalho (MITRAB) que, em comunicado de imprensa recebido pela AIM, refere que brevemente os empregadores deste ramo poderão assinar um contrato com o Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Empresas de segurança Privada (SINESP) com vista a materializar esta intenção. “..Com isto se vai tirar a imagem distorcida que se tem do sector por parte da sociedade laboral do país e não só”, lêse no comunicado de imprensa.

Na verdade, os milhares de trabalhadores das empresas de segurança privada existentes em Moçambique têm vindo a ser marginalizados pelos seus respectivos empregadores. Em Maputo, é comum assistir-se diversos grupos de trabalhadores daquele ramo marcharem pelas ruas da cidade, em protesto contra os baixos salários, bem como contra as precárias condições laborais em que trabalham.

Cientes dessa triste realidade, as autoridades do Trabalho, os trabalhadores e empregadores do ramo iniciaram uma série de negociações visando ultrapassar o problema. É na sequência destas negociações que as partes directamente envolvidas no processo garantiram a Ministra do Trabalho, Helena Taipo, que brevemente irão encontrar um consenso para o problema.

A garantia foi dada durante um encontro realizado na passada Terça-Feira, em Maputo, entre as três partes visando passar em revista os passos dados desde a última reunião entre as duas partes, em Julho passado, no quadro da busca de mecanismos tendentes a reorganizar o sector.

Outra promessa dos empregadores tem a ver com o plano de integração da sua associação na Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), entidade parceira do Governo no diálogo social tripartido que decorre no âmbito da Comissão Consultiva do Trabalho (CCT). Dentre varais agendas, a CCT (que também junta organizações dos trabalhadores) reúne-se todos os anos para discutir as questões relacionadas com a revisão salarial e não só.

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on pinterest
Pinterest

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Related Posts

error: Content is protected !!