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Trabalhador seguro e protegido melhora produtividade da empresa

O representante do sector privado em Sofala, Gabriel de Oliveira, afirmou ao nosso jornal que os empregadores se consideram aliados naturais do sistema nacional de segurança socinal, explicando que o mesmo reduz a carga social sobre os empregadores.

Referiu que um trabalhador seguro e protegido é muito mais rentável que um trabalhador inseguro e desprotegido, daí, defendeu, a primeira opção contribui sobremaneira para a melhoria da produtividade da empresa. Salientou, por esses dois motivos os empregadores se tornaram aliados naturais do sistema nacional de segurança social.

“Nós encorajamos os empregadores a pagarem as suas contribuições regulares com o INSS” – afirmou, reagindo a campanha nacional de cobrança de dívida de contribuições, lançada pelo Instituto Nacional de Segurança Social nesta segunda-feira, 11 de Abril de 2011, a qual deverá durar um mês.

Ao nível da província de Sofala o INSS contabilizou 1.300 contribuintes em situação irregular os quais acumulam uma dívida ao sistema na ordem de 51.8 milhões de meticais.

Entretanto, o representante do sector privado em Sofala, Gabriel de Oliveira, afirmou ao nosso jornal quando as empresas são rentáveis os pagamentos ao sistema são feitos atempadamente, mas quando estas funcionam numa situação de défice naturalmente enfrentam dificuldades para cumprir os pagamentos.

“Não estamos a justificar a falta de pagamento, estamos apenas a explicar o porquê da falta de pagamento por parte dos empregadores ao sistema” – clarificou de Oliviera na entrevista que concedeu ao nosso jornal a margem da cerimónia de lançamento da campanha nacional de recuperação de divídida de contribuições, nesta segunda- feira, na cidade da Beira.

Questionado se não havia casos de má fé, o nosso entrevistado foi peremptório afirmando que são raros. Argumentou, quationando qual interesse dos empregadores terem complicações ou conflitos com o Estado.

Na sua opinião, nenhum empregador gostaria estar nessa situação, para depois frisar que não justifica uma empresa que paga cem mil meticais de salários mensais querer poupar quatro por cento desse valor. “Para fazer o quê” – questionou.

De Oliveira reiterou, por norma toda empresa tem interesse em pagar ao sistema, porque vê o sistema como um alívio ou aligeiramento da carga social em relação aos seus trabalhadores.

Contudo, voltou a explicar muitas vezes a dificuldade decorre do facto de vezes sem conta as empresas trabalham em cima do “risco”, portanto os quatro por cento que tem de pagar ao sistema acontece naquele momento fazem-lhe falta para a sua própria sobrevivência, por exemplo mencionou para comprar materiais, pagar luz, água, telefone, entre outras necessidades – concluiu Gabriel de Oliveira.

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