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Tete outra vez foco de tensão?

Em passadas eleições, a Frelimo em Tete não poupou os partidos de oposição através de violência e intimidação, e criou mesmo obstáculos aos observadores. Há perigo de isto poder acontecer outra vez e os nossos jornalistas estão a reportar altos níveis de violência em Tete.

Tanto em 1999 como em 2004, a Frelimo pôs fora do distrito de Changara todos os activistas da Renamo, não houve delegados da Renamo nas assembleias de voto e houve depois generalizado enchimento de urnas. In 1999, foram queimadas casas da Renamo e o representante da Renamo no STAE foi posto fora do distrito.

O dirigente da Frelimo e antigo Ministro da Segurança, Mariano Matsinhe, disse com um sorriso, numa conferência de imprensa a 6 de Dezembro de 1999, que a Renamo tinha trazido activistas de fora para a campanha, mas em Changara “o povo tinha-os expulsado”. Em 2004 também houve problemas no distrito de Tsangano, onde os delegados da Renamo tiveram problemas sérios para obter credenciais e houve enchimento de urnas. Em vários locais os delegados da Renamo foram excluidos durante o processo de contagem.

Funcionários eleitorais em Tete, em 2004, perseguiram observadores nacionais e internacionais, atrasando credenciais e impondo uma proibição completamente ilegal sobre os observadors internacionais de falarem com o pessoal das assembleias de voto. Três observadores internos form detidos durante vários dias pela polícia durante as eleições de 2004. A Renamo ganhou a maioria dos assentos da AR em Tete em 1994 e 1999, mas a Frelimo teve uma grande maioria em 2004.

De facto, a fraude foi suficientemente extensa para a Renamo perder dois assentos na Assembleia. Apesar de má conduta de grande dimensão, os que conduziram as campanhas da Frelimo em 1999 e 2004 foram louvados e promovidos. Isto enviou uma infeliz mensagem, a de que, em Tete, fraude e intimidação são recompensadas. É preocupante que os mesmos focos de perturbação estejam a aparecer outra vez nos relatos dos nossos jornalistas em Tete.

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