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Tete debate-se com clima de investimento imprevisível

O crescimento económico sustentável na província central de Tete está a enfrentar “sérios problemas” relacionados com o “clima de investimento imprevisível”, cadeias de abastecimento e ligações com a economia local “insuficientes” e ainda infra-estruturas de comércio “frágeis”, segundo conclusões de um estudo do Banco Mundial (BIRD) apresentadas esta segunda-feira, em Maputo.

 

 

Por seu turno, os Corredores de Desenvolvimento de Maputo, Beira e Nacala estão a braços com abastecimento insuficiente e elevados custos de electricidade e taxas de impostos, problemas que se aliam à falta de acesso ao financiamento bancário e à terra, segundo as mesmas conclusões apresentadas durante um seminário sobre as perspectivas para os pólos de crescimento em Moçambique.

Segundo o documento, entre 2005 a 2009, a província de Tete beneficiou, entretanto, de 11%, ou seja, 1,8 bilião de dólares norte-americanos de projectos de investimento autorizados pelo Centro de Promoção de Investimento (CPI), enquanto Nampula recebeu cerca de oito mil milhões de dólares em investimento estrangeiro para os projectos de mineração e agro-industriais, contra 100 milhões de dólares aplicados em Sofala nas áreas de produção de hortícolas, milho, malaguetas, arroz e oleaginosas para exportação para Europa e África do Sul.

Por seu turno, cerca de USD 2,8 milhões foram aplicados no mesmo período nas fases um e dois de construção da MOZAL, na província meridional do Maputo, havendo um outro projecto de gasoduto avaliado em cerca de 50 milhões de dólares a ser concretizado “nos próximos anos”, segundo ainda o relatório feito com base nos resultados de um estudo patrocinado pelo BIRD sobre os pólos de desenvolvimento de Nacala, Beira e Maputo.

De uma forma global, o documento propõe ao Governo moçambicano o melhoramento cada vez maior do clima de negócios, racionalização das agências do sector público responsáveis pelo apoio aos investimentos privados e supervisão melhorada dos mega-projectos e parcerias público-privadas.

O Governo é aconselhado igualmente pelo BIRD a assegurar o controlo e liderança daqueles pólos de desenvolvimento, adoptando uma estratégia que garanta crescimento inclusivo da economia moçambicana e criando um comité directivo público-privado que incluísse os principais intervenientes nacionais e provinciais e ainda a sociedade civil moçambicana.

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