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Temperatura pode subir até 5.8% em Moçambique

A temperatura em Moçambique poderá subir mais 4.4 graus centígrados, até ano 2100, fixando-se em 5.8 graus, contra uma média de aumento de 1.4 graus centígrados, num cenário de ausência de políticas de estabilização e de redução de emissões de gases.

A percentagem a ser atingida irá aumentar a desertificação do país, segundo prognósticos do Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas divulgados semana finda, em Maputo, durante a reunião internacional sobre mudanças climáticas. A mesma instituição aponta as Tecnologias de Comunicação e Informação (TIC) como podendo desempenhar um papel-chave no apoio a sistemas de alerta precoce, minimização dos efeitos das alterações climáticas e sistemas de ajuda ao desenvolvimento em países com maior risco devido às alterações climáticas.

Dados ainda do Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas indicam que, em Moçambique, as inundações e as recorrentes quebras de energia foram responsáveis pela queda do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), em 2008, para 6,2%, contra uma média anual de incremento da produção global moçambicana que rondava nos 8,6%, em média anual.

Alerta a Moçambique

Avança a mesma instituição apontando que as previsões de crescimento da economia moçambicana em 5,2% do PIB, em 2010, baseiam- se na hipótese da recuperação da economia mundial e da prossecução da expansão agrícola, através do desenvolvimento de um plano governamental visando aumentar as colheitas destinadas à exportação e ao consumo interno, avaliado em cerca de 503 milhões de meticais.

“No entanto, este plano regista uma fraqueza importante ao não prever uma atenção suficiente às infra-estruturas de transporte, essenciais para que os produtores possam chegar aos silos de armazenamento e aos mercados”, alerta a Moçambique o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas.

O projecto cobre um período que vai de 2009 a 2014 e ambiciona aumentar a produção de trigo, arroz, mandioca, milho e batata e consiste em distribuir factores de produção subvencionados aos pequenos proprietários agrícolas e em construir silos para armazenamento da produção.

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