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Técnico agro-pecuário pratica medicina ilegal

Acácio Alves Hamela, técnico profissional Agro-pecuário afecto à Repartição da Agricultura e Pescas nos Serviços distritais das Actividades Económicas do distrito de Monapo, na Província de Nampula, está a praticar medicina ilegal, atendendo em alegadas consultas várias pessoas, chegando mesmo a injectar medicamentos, numa acção que o leva a cobrança de valores que variam entre 50 a 100 meticais.

Com todo perigo que isso representa para as populações que procuram os seus serviços, muita gente tem o procurado para alegadamente curar certas doenças, segundo referiram ao repórter do nosso jornal. Alertada sobre tamanha ilegalidade, a reportagem do Wamphula fax decidiu seguir o assunto, deslocando-se ao local e marcando uma consulta.

Na companhia do Presidente do MISA Moçambique ao nível desta província, o nosso repórter foi atendido no “gabinete” do suposto medico, localizados nos serviços económicos daquele distrito. O primeiro a ser atendido foi o presidente do MISA, que se apresentou, alegando padecer de diarreia aguda. Foi diagnosticado um medicamento, cujo nome o Hamela se escusou a revelar, mas que devia ser comprado com ele.

De seguida, o suposto medico referiu que para cortar imediatamente a diarreia, a vítima tinha que levar uma injecção, que custava 50 meticais o que não se concretizou porque o “paciente” recusouse a cumprir com as orientações do seu “medico”. Hamela que, igualmente, exerce actividades de veterinária, disse possuir clientes em todos os Postos Administrativos, com particular destaque, na região de Muchelia onde faz assistência de gado, pertencente a uma empresa privada.

Alias, naquela tarde do dia 4 de Novembro corrente, o visado levava consigo uma pasta de cor preta contendo uma quantidade considerável de medicamentos que disse tratar-se de albendazol (desparisitante) e tetraciclina (antibiótico), respectivamente. Conforme constatamos no local, este tipo de negócio nos escritórios da direcção das Actividades Económicas, naquele distrito, está a ser facilitado, devido ausências sistemáticas dos funcionários no seu local de trabalho.

Apesar de existirem dois turnos para o período de lanche, sendo o primeiro das 12 às 13 e o segundo das 13 às 14 horas, os escritórios ficam praticamente abandonadas durante este tempo, facto que facilita a prática de qualquer tipo de infracções. Alfredo Nampuio, director daqueles serviços é considerado como uma figura sem qualquer capacidade de liderança, embora se trate de um técnico com muita experiência na direcção. As autoridades da saúde ao nível do distrito e provincial dizem ainda desconhecer o caso, que pode levar a morte algumas pessoas.

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