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Taxa de mortalidade reduz em 15 por cento

A taxa de mortalidade em crianças menores de cinco anos de idade reduziu em 15 por cento nos últimos anos em Moçambique, de acordo com os resultados do Inquérito de Indicadores Múltiplos divulgado quarta-feira, em Maputo. De acordo com os resultados deste inquérito realizado pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE) com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a mortalidade de crianças menores de cinco anos baixou de 153 para 138 casos em cada mil nados vivos. Este inquérito abrangeu um universo de 14 mil agregados familiares de todo o país.

Segundo Fátima Zacarias, directora de Estatística e Demografia no INE, a diminuição da mortalidade em menores de cinco anos poderá ter resultado da melhoria e o aumento das condições de saúde providenciadas ás crianças pelo Governo e parceiros, tanto nas áreas rurais, como nas urbanas, como água segura, alimentação e saneamento do meio seguro.

Esta tendência, que é mais notória nas zonas rurais em resultado de haver mais intervenção com vista a reverter o anterior cenário, resultou também do aumento da oferta dos serviços de saúde para a prevenção de algumas doenças, através de programas de vacinação e de outra natureza. Na área específica de HIV/SIDA, os resultados do inquérito citados pelo jornal “Noticias”, indicam que a percentagem de mulheres aconselhadas e testadas durante as consultas pré-natais aumentou nos últimos cinco anos.

Com efeito, cerca de 57 por cento de mulheres foram aconselhadas em 2008, comparativamente a 51 por cento de 2003, tendo a percentagem de mulheres testadas durante essas consultas aumentado de três por cento em 2003 para 46 por cento em 2008.

Por outro lado, o inquérito apurou que 12 por cento das crianças com idade em análise são órfãs e cinco por cento são vulneráveis devido à SIDA. A percentagem de menores órfãos é maior nas áreas urbanas (20 por cento) do que em áreas rurais (16 por cento). O último relatório publicado mês passado pelo UNICEF sobre a situação da mortalidade infantil no mundo considera de “impressionantes” os ganhos alcançados por países como Moçambique, Níger e Etiópia, que estão a registar progressos nessa área, apesar de não serem plenamente suficientes para cumprir com a meta dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM).

Os ODM da Organização das Nações Unidas estabelecem a redução em um terço os casos de mortalidade infantil de 1990 a 2015. Essa meta significa a redução de 93 mortos em cada mil casos em 1990 para 31 mortos em mil casos em 2015. De acordo com o relatório deste organismo das Nações Unidas, cerca de 8,8 milhões de crianças morrem anualmente no Mundo antes de atingir os cinco anos de idade.

Destes casos, perto de 40 por cento destas mortes ocorrem em apenas três países, nomeadamente República Democrática do Congo (ex-Zaire), Índia e Nigéria. Na maioria dos casos, as crianças perdem a vida por doenças preveníveis como diarreia, malária, infecções neonatais, pneumonia, entre outras.

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