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“Tata Chemicals” projecta biocombustíveis em Sofala

O investimento “Tata Chemicals” na produção de biocombustíveis em Moçambique deverá ser realizado na província central de Sofala, onde aquela companhia indiana ambiciona produzir cerca de 100 milhões de litros de etanol por ano. Em Janeiro, esta companhia indiana anunciou, sema avançar detalhes, um projecto para a produção de biocombustíveis em Moçambique, através de um investimento inicial calculado em 15 milhões de dólares.

Segundo a “Biofuels Digest”, uma publicação do ramo de biocombustíveis, este investimento indiano vai ser aplicado numa área inicialmente desenvolvida pelo grupo Grown Energy em 2009, no distrito de Chemba, em Sofala, ocupando uma área de 15 mil hectares. Em Agosto de 2009, o Governo aprovou dois projectos para a produção de biocombustíveis, um dos dois quais do grupo Zambezi Grown Energy Limited, que inclui interesses asiáticos e sul-africanos.

A “Biofuels Digest” escreve que, para o efeito, a companhia “Tata Chemicals” adquiriu a Grown Energy, tendo desembolsado 1,1 milhão de dólares em Outubro de 2010. Nesta perspectiva, este projecto será implementado pela Tata Chemicals no mesmo local onde o Governo atribuiu o título de Uso e Aproveitamento de Terra ao grupo Grown Energy, em Chemba. Esta companhia espera produzir etanol a partir de cana-de-açúcar num investimento máximo que poderá atingir 224 milhões de dólares, quando a empresa já estiver a produzir o equivalente a cem milhões de litros de combustível.

Em Moçambique, os biocombustíveis constituem uma alternativa aos combustíveis fósseis, devido a volatilidade de preços no mercado internacional. A iniciativa desta companhia indiana irá juntar-se a outros investimentos em curso ou já anunciados no país. Em Setembro último, a “Níquel”, uma joint-venture de capitais sul-africanos e holandeses, disse estar a projectar a instalação de uma indústria de biocombustíveis na localidade de Grudja, distrito de Búzi, na província central de Sofala, um investimento orçado em 15 milhões de dólares.

Na altura, o gestor das plantações da “Níquel”, Van Der Merwe, disse que, até finais do corrente ano, estarão reunidas todas as condições necessárias para a instalação do projecto, que além da edificação da fábrica, inclui uma plantação de jatropha numa área de cerca de 10 mil hectares.

Ainda no ano passado, a companhia britânica de produção de óleos de Jatropha, “Sun Biofuels”, disse estar na posse de 10 milhões de dólares para investir na produção de biodiesel no país.

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