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Supressão de subsídios gera descontentamento

Trabalhadores do Concelho Municipal da cidade de Nacala-Porto estão indignados com o patronato e o motivo prende-se com a recente decisão da edilidade de retirar os valores referentes aos subsídios de transporte, alimentação e de férias que eram pagos juntamente com o salário mensal como estímulo para o seu melhor desempenho.

Alguns lesados com a medida, que contactaram recentemente a nossa reportagem, não esconderam o seu desapontamento, observando que esperavam tudo da edilidade no quadro das propaladas reformas que visam a contenção de gastos, menos a supressão de subsídios que ajudam a engordar o salário que nunca cobre as necessidades nesta altura de subida de preços dos produtos alimentares básicos.

Acrescentaram que o subsidio de transporte ajudava, de grosso modo, a minorar as despesas a que são sujeitos durante a semana laboral para o percurso entre a residência e o posto de trabalho.

Segundo apuramos os subsídios de transporte, alimentação e de férias beneficiava parte dos cerca de 400 trabalhadores da edilidade de Nacala-Porto que ocupam cargos de chefia.

Parte considerável dos mesmos possui viatura pessoal atribuída pela edilidade ou adquirida através de recursos financeiros próprios mas não descartam do subsidio de transporte.

Entretanto, o edil de Nacala-Porto, Chale Ossufo, justificou a medida da retirada dos subsídios como sendo motivada pela necessidade de reduzir gastos com regalias que são garantidas somente quando a situação financeira do município é saudável.

Não está escrito em nenhum lugar que a edilidade é obrigada a pagar subsídios fora do salário que pagamos a tempo e horas. Somos o único, dentre os quarenta e três municípios, que paga subsídios de alimentação, transporte e de férias.

Mas, sublinhese que tais regalias só se justificam quando a situação financeira da autarquia se mostra saudável, o que, neste momento, não é o caso – rematou o autarca.

Chale Ossufo ajuntou que o desafio da edilidade é de adquirir equipamentos para suportar o seu programa de reabilitação de estradas, construção de mercados, como forma de melhorar as condições para o exercício de comércio aos vendedores e utentes, entre outras actividades que possam estimular o aumento das receitas cobradas pela autarquia.

O exercício financeiro relativo ao ano passado aponta que a edilidade de Nacala-Porto colectou para os seus cofres um montante estimado em 143 milhões de meticais ao longo do ano passado que, entretanto, o edil considera um salto para aquilo que são os desafios do órgão municipal que chefia e não um trabalho concluído.

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