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Sudão do Sul liberta os prisioneiros e os combates diminuem

O Sudão do Sul libertou, esta Quarta-feira, prisioneiros de guerra, e os combates com o Sudão parecem ter perdido intensidade, depois de os dois países ficarem próximos duma guerra total, semana passada.

Os dois países, que separaram-se em Julho passado, disputam uma das maiores reservas de petróleo da África.

Os conflitos recentes fizeram com que a produção petrolífera na região parasse totalmente, levando a União Africana e a China, que têm interesses económicos em ambos os países, a pressionar por uma solução diplomática.

Um porta-voz militar sul-sudanês disse em Juba (capital) que o Exército local entregou os seus prisioneiros de guerra ao Comité Internacional da Cruz Vermelha.

“Eles eram 14, que foram capturados durante as batalhas de Heglig entre 10 e 15 de Abril.” As forças sul-sudanesas capturaram, este mês, o campo petrolífero de Heglig, numa região fronteiriça disputada, mas depois recuaram por causa da pressão internacional.

O Sudão do Sul acusa o governo sudanês de ter bombardeado o seu território, o que Cartum nega.

Entre os presos libertados há um sul-sudanês que teria sido recrutado como mercenário. O Sudão do Sul diz que o Cartum mantém sete sul-sudaneses como prisioneiros.

O Sudão do Sul diz que o acordo para a libertação dos presos foi mediado pelo Egito durante uma visita do seu chanceler aos dois países em conflito, cerca de dez dias atrás.

Os prisioneiros devem chegar ao Sudão “do norte” na manhã da Quinta-feira, disse a agência estatal de notícias sudanesa, a Suna.

A região da fronteira agora parece calma, mas os moradores de Bentiu, a cerca de 80 quilómetros da fronteira disputada, disseram que a região foi bombardeada por caças sudaneses, Segunda-feira.

“Não quero que a guerra volte”, disse a idosa Nyachar Teny, num mercado onde pelo menos duas pessoas foram mortas num bombardeio.

Um correspondente da Reuters em Bentiu disse não ter ouvido bombardeios, esta Quarta-feira, depois de vários dias de ataques.

O Sudão negou ter realizado ataques na região. Os Estados Unidos, China e Grã-Bretanha pediram aos dois países que voltem à mesa de negociações e parem de travar combates ao longo da mal demarcada fronteira de 1.800 quilómetros.

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