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StarTimes moderniza transmissões televisivas em Moçambique

A StarTtimes, empresa de capitais moçambicanos e chineses, investirá 68 milhões de euros num projecto de transformação de dados televisivos, de analógico para digital, anunciou Valentina Guebuza.

Moçambique pretende adoptar até 2015 o modelo digital europeu de transmissão de dados radiofónico e televisivo – Digital Vídeo Broadcasting (DVB-T2) –, devendo instalar este ano as infra-estruturas necessárias para a materialização do projecto.

Segundo Valentina Guebuza, representante da parte moçambicana no projecto e filha do actual Presidente da República de Moçambique, Armando Guebuza, o consórcio contactou “todos os canais de televisão” do país, para comunicar a disponibilidade de a Startime poder mudar o actual sistema de transmissão de dados televisivos analógico para digital.

Em Novembro de 2010, a conferência dos ministros das telecomunicações da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), realizada em Lusaka, na Zâmbia, recomendou aos países membros da organização a adoptarem, dentro de cinco anos, o modelo digital europeu.

No entanto, a deliberação da conferência de Lusaka não é obrigatória. Adoptado comercialmente em 1998 pelo Reino Unido, o modelo DVB-T2 possui padrões para transmissão de dados por via terrestre, cabo e satélite, e é conhecido por ser versátil, por facilitar a transmissão de múltiplos canais virtuais na mesma frequência.

Dos 14 países da SADC, as Ilhas Maurícias é o único que possui cerca de 90% de aparelhos adaptados para o sistema digital, mas a África do Sul e a Tanzânia estão avançados no processo.

Stewart Sukuma

Em Moçambique, serão as empresas de rádio e televisão a responsabilizar-se pela aquisição de novos equipamentos de captura, edição e processamento de dados radiofónico e televisivos, encargos que “não serão muito altos”, garantiu, recentemente, o director-geral do Instituto Nacional das Comunicações, Américo Muchanga.

Oficialmente, a joint-venture StarTimes Moçambique, composta pela chinesa Star-Times International, com 85% do capital social, e a Focus (15%), iniciou as suas actividades em território moçambicano no passado dia 23 de Abril de 2011 e tem o músico Luís Manuel Francisco Pereira, mais conhecido por Stewart Sukuma, de 48 anos de idade, como sua “cara” publicitária.

Segundo Valentina Guebuza, a opção por este músico resultou de uma conclusão de que “Stewart Sukuma é um artista que reúne consenso nacional”.

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