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Trabalhadores das areias pesadas de Moma em greve

Afinal são trabalhadores do projecto das areias pesadas de Moma que montaram barricadas, dificultando o acesso à empresa, em greve, numa atitude de desobediência à opção do respectivo comité sindical, que havia optado por um compasso de espera para prosseguir com as negociações com a direcção da companhia.

Efectivamente, os cerca de 600 trabalhadores do projecto erguido na província nortenha de Nampula estão em greve, desde esta segunda-feira, aparentemente à revelia do comité sindical local, reivindicando a satisfação do seu caderno reivindicativo.

Foi o próprio secretário do comité sindical da empresa, Paulo de Oliveira, quem, esta terça-feira, confirmou ao Correio da manhã que as barricadas montadas na estrada que dá acesso à fábrica nas primeiras horas desta segunda-feira são dos assalariados do empreendimento cujos accionistas maioritários são investidores irlandeses da Kenmare Moma Processing (Mauritius) Limited.

“Eles desrespeitaram o comité sindical da empresa iniciando a greve, mesmo sabendo que ontem (segunda-feira) iriam arrancar negociações com o patronato e intermediadas pelos governos central e provincial”, reconheceu Oliveira, referindo-se, esta terça-feira, ao procedimento dos trabalhadores como medida encontrada “por eles para fazerem pressão em paralelo com a estrutura sindical para o patronato aceitar as nossas reivindicações”, já na mesa de negociações e constituídas por 17 pontos.

Reivindicações

Naquele rol de pontos há a destacar a falta de princípios justos na determinação do salário, ao se estabelecer distinções com base na nacionalidade e cor da pele dos trabalhadores da mesma categoria, como supervisores de Turno do Laboratório e operadores de Sala de Controlo da fábrica de processamento.

Há ainda a destacar a ausência de “condições favoráveis” para integração de trabalhadores moçambicanos qualificados nos postos de trabalho de maior complexidade técnica e em lugares de gestão e administração da empresa, para além de casos de admissão de estrangeiros fora da quota de 15% e sem respeitar a publicação da oferta de trabalho no mercado de emprego interno.

Para esta situação, o comité sindical do projecto das areias pesadas de Moma dá exemplo dos superintendentes do acampamento, de logística, supervisor de armazém e de turno e ainda de mecânicoselectricistas, soldadores e de serralharia recrutados no Zimbabué.

Riaan Lombard

Reagindo às reivindicações dos trabalhadores, o directorgeral do projecto das areias pesadas de Moma, Riaan Lombard, disse continuar aberto a negociações com os representantes dos trabalhadores para encontrar uma saída para a disputa.

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