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Situação nutricional com sinais de melhoria

O Secretariado Técnico de Segurança Alimentar e Nutricional (SETSAN) considera que a situação da segurança alimentar em Moçambique apresenta sinais de melhoria.

A Coordenadora Nacional do SETSAN, Marcela Libombo, disse que esta tendência, de melhoria, deve-se a investimentos feitos na agricultura, particularmente no que diz respeito a produção de alimentos. Entretanto, o SETSAN chama a atenção para a necessidade de se olhar para questões de conservação dos alimentos, diversificação da dieta alimentar, entre outras questões.

“Numa análise preliminar, nós sentimos que a situação da segurança alimentar esta a melhorar no país porque houve um grande investimento na agricultura, principalmente no que diz respeito a produção de alimentos. Porém, a segurança alimentar não se baseia apenas na produção, tem outros elementos que devem ser considerados como ‘e o caso do seu tratamento, higiene, e diversificação da dieta das populações”, indicou Libombo.

Ela revelou a AIM que dados apurados em Fevereiro último, numa monitoria da situação alimentar, apontavam para uma relativa melhoria em relação a Outubro de 2008. “Em Outubro de 2008 tínhamos cerca de 450 mil pessoas numa situação de extrema insegurança alimentar mas em Fevereiro, ja eram 350 mil”, revelou Libombo.

De referir que técnicos do SETSAN acabam de terminar uma missão de monitoria da situação alimentar e nutricional do país, cujos dados serão analisados nas próximas semanas. Nesse trabalho, as equipas de monitoria do SETSAN visitaram 121 distritos do país, dos 128 existentes, e entrevistaram cinco mil agregados familiares.

“Nas próximas semanas estaremos ocupados a analisar os dados que encontramos no terreno para determinarmos a situação nutricional em Moçambique”, avançou a fonte, falando a AIM. Contudo, ela disse que há problemas sérios em alguns distritos das províncias de Tete (no Centro), Inhambane e Maputo (no Sul) devido a falta de água. Ela adiantou que “no Norte de Gaza (Sul) temos problemas mas, curiosamente, não em grande número”.

“Tudo indica que há uma evolução positiva da situação alimentar e nutricional em Moçambique. Quando olhamos para os mercados vemos que há abundância de alimentos, sobretudo os básicos como o milho e mandioca” concluiu.

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