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Síria barra diplomatas ocidentais; forças atacam rebeldes

O Governo da Síria baniu 17 diplomatas ocidentais e os seus helicópteros armados atacaram rebeldes numa província costeira nesta terça-feira (5), enquanto o presidente Bashar al Assad se mantém resistente à pressão internacional para deter a repressão de uma revolta contra o seu governo.

A declaração de que diplomatas dos Estados Unidos, Canadá, Turquia e de vários países europeus não eram bem-vindos foi uma retaliação à expulsão de diplomatas da Síria das capitais dessas nações na semana passada, após o massacre de mais de 100 civis supostamente por partidários de Assad.

Na frente de batalha, os rebeldes lutaram com forças do Governo ajudadas por helicópteros armados num dos mais pesados combates na província costeira de Latakia desde que a revolta eclodiu há 15 meses. Foi o segundo dia de combate desde que os rebeldes declararam o fim do seu compromisso com um cessar-fogo negociado internacionalmente, dizendo que o Governo continuou a repressão em desafio aos observadores de paz da ONU.

Rebeldes informaram que oito dos seus companheiros foram mortos, enquanto o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização pró-oposição, disse que entre 15 e 20 soldados foram mortos. Activistas também relataram ter havido fogo pesado das forças governamentais na cidade de Homs, um ponto central do levantamento que suportou um cerco sangrento durante semanas no início deste ano.

Plano de Paz em frangalhos

Os últimos desdobramentos só enfatizaram o estado precário de um plano de paz mediado pelo prémio Nobel da Paz Kofi Annan, que se tem deslocado entre Damasco e outras capitais em nome das Nações Unidas e da Liga Árabe.

Os governos estrangeiros ainda estão a agarrar-se ao plano como a única opção para encontrar uma solução política e impedir um conflito maior e mais sangrento. Mas com o fracasso do cessar-fogo e a intransigência de Assad, o plano está em frangalhos. Ainda assim, a Rússia e a China, principais defensores de Assad na frente diplomática, disseram nesta terça-feira (5) que os esforços de Annan não devem ser abandonados.

O Presidente russo, Vladimir Putin, e o seu colega chinês, Hu Jintao, reunidos em Pequim, pediram apoio internacional para o plano, apesar dos apelos dos Estados árabes e ocidentais para uma resposta mais dura ao derramamento de sangue. Os dois países, membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU com o poder de vetar resoluções, têm impedido os esforços de potências ocidentais para condenar ou pedir a retirada de Assad.

A ONU diz que as forças de Assad já mataram mais de 10.000 pessoas desde que o levantamento contra o domínio de quatro décadas da sua família na Síria eclodiu em Março de 2011. Assad alega que está a lutar para salvar o país de “terroristas” apoiados por estrangeiros e vai conduzir o seu próprio programa de reforma. O Governo diz que mais de 2.700 soldados ou oficiais de segurança foram mortos por forças da oposição.

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