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Simango interrompe campanha em Manica

O presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Daviz Simango, interrompeu terça-feira a campanha eleitoral, que havia iniciado Segunda-feira em Manica, tendo se deslocado de emergência a Maputo para viver de perto os acontecimentos ditados ao seu partido por causa da decisão do Conselho Constitucional (CC) “chumbando” parte dos recursos que havia interposto. Humberto Escova, delegado provincial deste movimento na província de Manica, disse que uma vez conhecida a deliberação do CC, na noite de Segundafeira, o partido decidiu que Daviz Simango devia se deslocar a Maputo, devendo retomar a campanha eleitoral nesta parcela do país em data a anunciar.

“Depois de conhecida a posição do CC de chumbar recursos que o MDM havia submetido aquele órgão, o partido decidiu que o presidente devia se deslocar com urgência a Maputo para viver de perto os acontecimentos”, explicou. Simango, segundo disse Escova, entrou na província de Manica, proveniente de Tete, através do distrito de Guru, tendo trabalhado em campanha no ponto de entrada e nos distritos de Catandica, Vanduzi, Barue e Manica–Sede. Nesta parcela do país, Daviz Simango tinha ainda em agenda, com duração de três dias, a efectivação de sua campanha eleitoral também nos distritos de Gondola, Mussurize e na cidade de Chimoio.

Sobre a decisão do CC, Escova disse tratar-se de um “revês” para a jovem democracia moçambicana e um “duro golpe” ao MDM, mas mesmo assim este não recua, continuando firme de que Daviz Simango “vai ganhar” as presidências de 28 de Outubro próximo. Escova, que acusa a Frelimo de aprovar leis e não cumpri-las para fazer cumprir os outros, aventou a possibilidade de o seu partido organizar uma conferencia nacional para decidir sobre qual o rumo a tomar e que conselho devera dar ao seu eleitorado. Em face do cenário, que se vive por causa da decisão do CC, Escova disse que a posição do partido é a de não interferir na decisão de voto de seus apoiantes e militantes, destacando que o voto e’ secreto e pessoal, por essa razão cada qual devera decidir em quem votar na eleição nos círculos eleitorais onde o MDM não concorre.

A fonte não descartou a possibilidade de muitos dos apoiantes do MDM optarem pela abstenção nesses círculos eleitorais, o que, segundo ele, é mau para democracia moçambicana e para a imagem do país.

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