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Shoprite em maus lençóis na Beira

Uma cidadã nacional que responde pelo nome de Sheila Musa Americano Musa, solteira, 31 anos de idade, natural e residente na Cidade da Beira, nomeadamente no terceiro Bairro, Ponta-Gêa, denunciou ao nosso jornal ter sido agredida física e moralmente na manhã do passado sábado no espaço interior do estabelecimento comercial Shoprite, um dos maiores na capital provincial de Sofala.

Contou-nos que a agressão foi protagonizada por uma cidadã desconhecida mas posteriormente identificada por Isabel e que a acção contou com o envolvimento do gerente de vendas do estabelecimento identificado por Davide Jeremias Nhacale Mário, o qual é também acusado de participação na agressão e encobrimento da cidadã agressora Isabel, que não foi possível ainda localizar.

Tanto da parte da cidadã ofendida, assim como da matéria constante do auto de participação extraída do livro de ocorrências da esquadra da PRM no Maquinino e dos depoimentos do advogado constituído pela queixosa, Eliseu de Sousa, e dos gerente geral e de vendas da Shoprite, nomeadamente Tiago Sitoe e Davide Jeremias Nhacale Mário, a confusão terá sido originada pela cidadã Isabel que quis proceder o pagamento sem passar pela bicha. Nessa altura a cidadã Sheila Musa Americano Musa que se encontrava a frente da bicha teria questionado a ultrapassagem e exigiu explicações por quanto a outra nem sequer pediu licença muito menos favor ou ajuda.

A ora acusada de agressão física e moral nada mais fez senão questionar a legitimidade da ofendida para merecer explicações e pedido de licença, daí tendo iniciado troca de palavras que culminaram com a agressão. A ofendida contou-nos que ao se aperceber da situação o gerente de vendas da Shoprite tepve uma intervenção favorável a agressora. Disse que o gerente Nhancale trazia uma caixa nas mãos que a colocou sobre o seu peito e empurrou-a, o que permitiu a cidadã agressora lançar-lhe uma chapada.

Além de acusar o gerente de participação na agressão, denuncia-o de encobridor da cidadã agressora, que acabou escapulindo do local sem deixar rastos alegadamente com o encobrimento do gerente. Mais tarde o próprio gerente ora acusado viria a fornecer o nome e o número de telefone da cidadã agressora, mas insistiu que não lhe conhecia de nenhum lugar. No mesmo sábado ainda foi possível contactar telefonicamente a mesma cidadã, mas depois da chamada de insistência feita pelo advogado Eliseu de Sousa para ela comparecer na esquadra a fim de prestar declarações sobre o sucedido o seu telefone desde então passou a estar incomunicável.

O Autarca apurou ainda que mesmo quando mantinha conversação telefónica com o oficial da PRM na esquadra do Maquinino, a cidadã em causa terá desligado o telefone que até domingo a tarde permanecia fora de rede. A participação na unidade policial refere-se a ofensas voluntárias corporais simples. A Cidadã Isabel era aguardada a sua comparência domingo de manhã na mesma unidade policial, o que não aconteceu.

Gerente nega acusação e afirma que interveio no caso apenas com intuito de sanar a briga

O gerente de vendas da Shoprite na Beira, David Jeremias Nhancale Mário, casado, 47 anos de idade, quando contactado pelo nosso jornal negou toda acusação que pesa sobre a sua pessoa. Inicialmente havia manifestado desinteresse em contar o sucedido ao nosso jornal, questionando-se se não seria exagerado voltar a contar a mesma história que o seu gerente geral, Tiago Sitoe, já havia nos contado, mas na sua versão. O contacto com Nhancale foi na presença do gerente geral que já havia nos contado a sua versão. O gerente geral afirmou não ter presenciado o caso.

Todavia, confirmou-nos que teria acompanhado que houve briga no estabelecimento entre duas senhoras e isso surgiu porque uma delas queria pagar sem passar pela bicha. Reconheceu a razão da senhora que estava a frente da bicha, considerando clãra a sua posição de exigir explicações. Para si, o gerente Nhancale o que tentou fazer foi separar as duas senhoras para evitar a briga. “É claro que quando é assim surge uma das partes a alegar que foi mal separada” – afirmou, garantindo que essa se trata da primeira vez que uma situação daquelas ocorre no espaço interior do estabelecimento comercial Shoprite.

Revelou ainda que ao nível do estabelecimento existem medidas específicas de protecção e segurança dos clientes, mas o caso do sábado veio despertar atenção para a tomada de medidas internas adicionais no sentido de manter o corpo de vigilância e de segurança em estado permanente de alerta.

Por seu turno, o gerente de vendas David Jeremias Nhancale Mário, acusado neste caso de participação na agressão e encobrimento da cidadã agressora Isabel, depois de ter manifestado falta de colaboração connosco, mostrou-se disponível a colaborar para o esclarecimento do caso ao nível de todas entidades competentes. Disse-nos que das vezes que foi solicitado a comparecer a Polícia sempre cumpriu. Questionado pelo nosso jornal se no acto de separação das duas senhoras levava consigo alguma caixa nas mãos, Nhancale confirmou e solicitou- nos um minuto para ir buscar a tal caixa para nos mostrar. Apresentounos uma caixa contendo tigelinhas cujas medidas não ultrapassam trinta por trinta centímetros.

“É me difícil agora precisar de que lado a caixa estava no acto de separação das senhoras” – afirmou, reagindo a denúncia feita pela ofendida segundo a qual o gerente de vendas da Shoprite teria colocado a caixa sobre o seu peito antes de a empurrar. Advogado da ofendida reitera acusação.

Entretanto, o advogado constituído pela cidadã ofendida Sheila Musa Americano Musa, nomeadamente Eliseu de Sousa, um dos mais proeminentes na Cidade da Beira, reiterou a acusação tanto em relação a cidadã Isabel assim como ao gerente de vendas da Shoprite, David Jeremias Nhancale Mário. Contactado pelo nosso jornal nos seus escritórios, no Maquinino, Eliseu de Sousa que se deslocara no mesmo dia da ocorrência a Shoprite afirmou que o gerente do estabelecimento havia reconhecido pessoalmente perante si que o colega tomara uma posição não correcta na resolução do caso.

“Achava que outras medidas melhores podiam ser tomadas para a resolução do caso” – afirmou, citando palavras do gerente geral da Shoprite. De Sousa referiu-se concretamente o facto de a cidadã agressora ter sido deixada ir embora sem no mínimo deixar ficar a sua identidade, transmitindo que um simples número de telefone, com agravante de ser pré-pago, não é suficiente para garantir o controlo de alguém. “Qualquer pessoa facilmente pode desembaraçar- se do cartão pré-pago”, e pode ser o que está a acontecer, visto que desde sábado a cidadã Isabel está incomunicável a partir do número fornecido pelo gerente de vendas da Shoprite.

“O funcionário da Shoprite agiu primeiro como agressor porque ele também empurrou na senhora (sua cliente) e em segundo lugar agiu como encobridor por ter deixado a senhora (agressora) se escapulir do modo como se escapuliu”. De Sousa referiu que todo o cidadão tem direito a protecção da sua integridade física e da sua honra, para depois afirmar que neste caso claramente esses direitos se mostram violados, e ainda mais num local público como o é o estabelecimento comercial Shoprite.

“Uma vez que houve violação de direitos cabe agora as entidades judiciais aplicarem a lei, a favor da cidadã cujos direitos foram violados”. O advogado referiu ainda que para o caso de violação de integridade física a lei prevê não somente penas de prisão como também de multa e eventual indemnização a vítima. O mesmo sucede também em relação a violação da honra e bom nome de qualquer cidadão. Por outro lado, salientou que a própria Shoprite a sua imagem fica negativamente afectada com esse tipo de situações.

Em caso de não localização da autora da agressão responsabilidades serão imputadas ao gerente de vendas.

Comentando o sucedido, um advogado independente a este caso, residente em Maputo, disse-nos que no caso de a cidadã Isabel, tida como a principal autora da agressão física e moral contra a nacional Sheila Musa Americano Musa, não for localizada toda responsabilidade criminal neste caso será imputada ao gerente de vemdas da Shoprite David Jeremias Nhancale Mário, sobretudo pela sua acção de encobrimento da agressora. Trata-se do advogado Albino Augusto Monteiro Nhacassa.

As lojas Shoprite, refira-se, beneficiam de protecção segurada por empresas privadas, cujos elementos podiam ser solicitados para apoiar a cidadã ofendida na sua pretensão de levar a agressora a Esquadra. A Shoprite tem lojas não somente na Beira, como também em outras cidades do Pais, como por exemplo, Maputo, Matola e Chimoio. Representa maioritariamente investimento sul africano.

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