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SELO: Não há boa higiene nas escolas Francisco Manyanga e Josina Machel em Maputo – Por Rabim Chiria

A organização Mundial de saúde (OMS) define a saúde como sendo um estado de bem-estar físico, mental e social e não somente a ausência de doença e de enfermidade. Neste contexto, as enfermidades são entendidas como uma violência à saúde, e a higiene é uma das armas para Combatê-la. Ora, as condições de higiene e saneamento nas escolas são relevantes para garantir a saúde mental e física dos alunos, dos professores e de outros funcionários.

Porém, não é o que eu vejo nos estabelecimentos de ensino, particularmente públicos, tais como a Escola Secundária Francisco Manyanga e a Escola Secundária Josina Machel.

Aliás, o edifício da Escola Secundária Francisco Manyanga é espectacular por fora, mas por dentro é como se fosse uma pêra grudada na pereira, que só se nota no dia da queda.

Mal que alguém entra nas salas de aulas, só vê papéis no chão e imundice nas paredes, para não dizer que as paredes estão cheias de assinaturas e escritas escandalosas. E não só, as casas de banho estão bem inundadas de urinas, visto que algumas privadas pararam de funcionar há muito tempo. Mas mesmo assim ainda são usadas. A urina transborda dos vasos sanitários até alagar todo o chão e o cheiro nauseabundo chega até nas salas de aulas, atrapalhando, deste modo, o ambiente de estudo.

Em contrapartida, encontramos carteiras antiquárias, que talvez eram usadas na idade da pedra. Para ser sincero, eu não suportaria estudar naquele ambiente. Preferiria fazer ensino à distância do que presencial, porque naquelas condições não dá, duvido que eu aguentaria sentar 45 minutos, numa carteira que se confunde com chicote. Pois, duvido também que iria conseguir sentar 45 minutos numa sala infestada pelos vasos sanitários. Duvido também que eu suportaria ficar numa sala cujas paredes estão repletas de escritas insultuosas e desenhos escandalosos.

Ora, nessa vergonha toda, a Escola Secundária Josina Machel não é excepção. No que diz respeito às condições de higiene, até parece que são duas escolas gémeas. A única diferença é da estrutura externa. Enquanto o edifício da “Manyanga” é bonito por fora, o da Josina está mais para um monumento histórico. Aliás, está mais para uma residência de Bosquímanos do deserto de Kalahari.

Neste caso, os hábitos de higiene nas escolas devem ser reforçados porque tenho a certeza de que não são só essas duas escolas que apresentam este tipo de problema. É do domínio público que a limpeza escolar é um factor fundamental, visto que influencia nos estudos.

A escola é um local que precisa de uma limpeza contínua, porque a circulação das pessoas é diária e maior. Essa missão de manter a escola limpa não pode ser exclusivamente dos agentes de limpeza. Os alunos, os professores e todas as pessoas que ali trabalham precisam colaborar para manter o recinto escolar, as salas de aulas e casa de banhos bem limpos, organizados e saudáveis.

Há uma necessidade de incutir nos alunos e nos professores que o ambiente escolar precisa de ser valorizado. A limpeza é necessária. Os nossos professores tem coragem de dar aulas numa sala imunda, e não só, tem coragem de sentar numa cadeira e encostar uma mesa coberta de poeira. É importante que a limpeza seja diária, porque isto evita o acúmulo da sujidade. Por Rabim Chiria

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