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Sector gráfico africano debate negociação de acordos de trabalho

Representantes dos sindicatos da indústria gráfica africana estão reunidos em Maputo, para uma reflexão, troca de experiências e capacitar seus dirigentes em matérias sobre como negociar a celebração de acordos colectivos de trabalho com o patronato.

Jessica Gune, Secretaria-Geral do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Industria Química e Afins (SINTIQUIAF), falando a margem deste encontro, disse tratar-se de um seminário promovido pela União Internacional do Sector Gráfico (UNI Gráfico), que vai munir os participantes de matérias para a negociação de acordos colectivos de trabalho com parceiros mais fortes.

Neste seminário, que teve inicio hoje e termina sábado, participam representantes de sindicatos da industria gráfica de Moçambique, Tanzânia, Uganda, Nigéria, Zâmbia, Gana, Africa do Sul, Quénia e Suiça, este último país na qualidade de coordenador do encontro.

Sobre a indústria gráfica moçambicana, Gune, disse tratar-se do sector com poucos acordos colectivos de trabalho a nível de todo o país, tanto é que das 44 empresas que operam no sector menos de dez possuem acordos e as que rubricaram não os respeitam.

“Os empregadores ainda encaram os acordos colectivos de trabalho como entraves ao funcionamento normal de suas empresas, por isso, vários processos remetidos prelos trabalhadores com este fim estão paralisados”, disse Gune.

Os dirigentes das empresas, segundo explicou, continuam a pensar que os acordos colectivos de trabalho são um mal, mas, pelo contrario, eles vem facilitar a vida, porque permitem a resolução pacifica de conflitos, assim como o surgimento de greves, em beneficio tanto do patronato como dos trabalhadores”, explicou.

A secretaria-geral, disse que no sector gráfico moçambicano é habito encontrar um trabalhador com mais de cinco anos de serviço, em muitos casos a realizar tarefas complexas, mas a ostentar a categoria profissional de ajudante ou aprendiz, alguns até acabam reformando nessa categoria.

O problema, segundo ela, é que no sector não há avaliações e, como consequência, não há progressões, o que impede a melhoria das condições de vida dos trabalhadores. “Somos de opinião de que os trabalhadores do sector deviam ser avaliados pelos menos de cinco em cinco anos”.

Gune disse que o sector, nos tempos que correm está a ser afectado pela concorrência desleal, por causa do surgimento de fabriquetas, que não pagam impostos, algumas das quais caseiras, que absorvem o mercado, obrigando as grandes empresas que cumprem os seus direitos de contribuintes a abrirem falência.

“O Governo devia proteger estas empresas contra esta concorrência desleal banindo as fabriquetas ilegais”, opinou Gune.

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