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SASOL interessada no negócio de acções na bacia do Rovuma

A petroquímica sul-africana Sasol está interessada no negócio de participações num bloco de gás natural na bacia do Rovuma, na província nortenha de Cabo Delgado, controlado por um consórcio liderado pela companhia norte-americana Anadarko.

Semana passada, a Anadarko Petroleum e a companhia indiana Videocon anunciaram a sua intenção de vender 20 por cento das suas acções no seu projecto de gás natural na bacia do Rovuma, um negócio que poderá gerar mais de 4,5 biliões de dólares.

Logo após o anúncio, o negócio bilionário já aguçou os apetites das grandes companhias mundiais do ramo, incluindo a sul-africana Sasol, que já se encontra envolvida na exploração de gás natural na província de Inhambane, sul de Moçambique.

“Estamos interessados em ver o que podemos fazer com alguns dos concessionários dos blocos da bacia do Rovuma, as suas necessidades e como nós podemos ajudar lhes a rentabilizar o gás com as nossas tecnologias”, disse o presidente da Comissão Executiva da Sasol, David Constable, citado pela agência Reuters.

Líder mundial na transformação de carvão em combustíveis e agora com investimentos na indústria de conversão de gás natural também em combustíveis e derivados químicos, a Sasol pretende usar a sua experiência em parcerias com futuros produtores de gás em Moçambique.

A Sasol existe em Moçambique desde 1999 onde investiu cerca de 12 biliões de dólares na construção dum projecto de exploração de gás natural em Temane, uma pequena zona do distrito de Inhassoro, província de Inhambane.

A produção neste projecto arrancou em 2004, através dum gasoduto que liga aquele ponto de Moçambique a Secunda, na vizinha África do Sul, num percurso de 865 quilómetros.

Mas a maioria dos concorrentes interessados pela venda das participações no bloco do Rovuma são companhias europeias e asiáticas, incluindo os grupos estatais da China e Índia, a Oil & Natural Gas Corporation da Índia.

Refira-se que o consórcio que opera na área 1 do bloco é liderado pela Anadarko, com 36,5 por cento das acções, sendo os outros accionistas a japonesa Mitsui, com 20 por cento, a BPRL Ventures e Videocon (ambas da Índia), com 10 por cento cada, e a companhia estatal tailandesa PTTEP, com 8,5 por cento.

A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) representa o governo moçambicano com 15 por cento das acções. Com esse negócio, a Videocon pretende vender a totalidade das suas participações, enquanto a Anadarko tenciona leiloar 10 por cento das suas acções, o que irá reduzir a sua participação para 26,5 por cento.

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