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Samora Machel imortalizado na sua própria terra natal

O Presidente Armando Guebuza disse que com a inauguração, Quinta-feira, em Chilembene, província de Gaza, Sul do país, da estátua do fundador do Estado moçambicano, Samora Machel, já se tem uma referencia de inconformismo na luta pelo bem estar de toda a nação.

“Aos mais novos, queremos com esta estátua oferecer uma referência de inconformismo, de luta e de determinação para, continuamente, se melhorar as condições de vida de todos os moçambicanos”, sublinhou Guebuza.

Ele falava, Quinta-feira, em Chilembene, terra natal de Samora Machel, momentos depois de inaugurar um monumento, que inclui uma estátua, em honra deste que foi o primeiro Presidente de Moçambique independente.

Esta cerimónia ocorreu na data em que Machel completaria 78 anos de vida e num ano a ele dedicado pela passagem dos 25 anos depois do seu assassinato pelo regime do Apartheid, nas colinas de Mbuzini, na África do Sul.

Explicando as milhares de pessoas que acorreram a Chilembene sobre a importância deste acto, Guebuza disse que o mesmo da o devido destaque a heroicidade de Machel.

“Ao descerrarmos esta estátua colocamos Samora Machel no patamar que merece, por mérito próprio, e estamos a reconhecer a sua esclarecida, carismática e firme liderança da luta de libertação nacional que levou Moçambique a conquista da independência”, vincou Guebuza, naquela cerimónia que contou com a participação especial dos Presidentes do Congo – Brazaville, Sassou Nguessou, do Botswana, Ian Khama, e do antigo estadista moçambicano, Joaquim Chissano, da viúva de Samora Machel, Graça Machel, entre outros familiares e convidados.

Na ocasião, Guebuza apelou para o resgate das virtudes de Machel, afirmando que “estamos perante a figura de um homem de início vulgar que depois se revelou invulgar ao longo da sua vida”.

“As dimensões dessas virtudes só podem ser devidamente resgatadas se formos capazes de recuperar o contexto político, social e económico em que ele lutou para alcançar essa grandeza”, afirmou Guebuza.

Segundo o Presidente moçambicano, apesar do prestígio que a enfermagem garantia a Samora e, a partir dessa mesma profissão, ter alargado o seu horizonte, ele nunca chegou a se contentar.

“Samora Machel nunca foi homem para aceitar as limitações impostas pelo tempo”, indicou o estadista moçambicano. Ele acrescentou que Machel é herói porque teve a particularidade de nunca assumir os seus defeitos e pontos fracos como fatalidades, nem as condições que o rodeavam como obstáculos ao seu progresso ou mesmo a realização dos seus sonhos.

Ainda Quinta-feira, em Chilembene, Guebuza visitou a Casa Museu Samora Machel, inaugurou o Centro do Conhecimento e Desenvolvimento Samora Machel, onde escalou o centro digital, o sistema de energia solar, e a unidade de processamento de polpa.

Naquele ponto do país que já se transformou num local histórico, Guebuza visitou os tanques piscícolas introduzidos pelo próprios Samora Machel, ainda em vida, mas que hoje foram reabilitados e o posto de abastecimento de combustível, recentemente erguido.

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