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Riversdale investe USD 50 Milhões para aquisição de 11 locomotivas e 200 vagões

A Riversdale anunciou, há dias, que para facilitar o transporte do carvão que a mineradora vai explorar e desenvolver na região de Benga, Província de Tete, onde detém concessão do Governo desde 2006, está neste momento a finalizar o processo de aquisição de 11 locomotivas e 200 vagões, investimento correspondente a cinquenta milhões de dólares norte americanos.

A Riversdale Mining Ltd, uma sociedade australiana, listada na Bolsa de Valores da Austrália, opera em Moçambique desde 2006 através de três subsidiárias constituídas e registadas em Moçambique, nomeadamente a Riversdale Moçambique, Lda (Rivmoz), a Riversdale Ventures Moçambique, Lda (RivVen) e a Riversdale Capital Moçambique, Lda (RivCap).

Detentora de 18 títulos mineiros em Moçambique, o Grupo Riversdale representa uma das maiores concessionárias do carvão mineral no País – o que justifica o seu envolvimento juntamente com outras mineradoras tal é o caso da brasileira Vale, particularmente no financiamento da construção em curso do novo terminal temporário de carvão no Porto da Beira e da reabilitação também em curso do cais oito no mesmo empreendimento portuário.

A Vale encara como opção viável a curto e médio prazo a Linha de Sena com ligação ao Porto da Beira para o escoamento do carvão de Benga, mas não consisdera suficiente tendo em conta que a mineradora espera transportar na mesma linha o mesmo volume de carvão que representa a sua capacidade, seis milhões de toneladas por ano.

Decorre daí a sua manifestação de interesse, apresentada ao Governo Moçambicano, em financiar, desenvolver e utilizar o futuro terminal de carvão que será construído no Porto da Beira no valor aproximado entre trezentos e quatrocentos milhões de dólares, o qual se espera terá capacidade para manusear entre 18 a 24 milhões de toneladas de carvão por ano.

Utilização de barcaças como opçãp de médio e longo prazos Paralelamente, é também intenção da Riversdale fazer o transporte de parte do carvão por barcaças de Benga a Chinde através do Rio Zambeze, como opção de médio a longo prazo. Aliás, essa intenção já foi tornada pública pela mineradora.

A Riversdale deu a conhecer na sua recente comunicação sobre o estágio do projecto de exploração de carvão de Benga que o estudo de impacto ambiental relativo a intenção de fazer o transporte de parte do carvão por barcaças de Benga a Chinde através do Rio Zambeze está na fase de conslusão, estando neste momento a ser produzido o relatório final.

Segundo um comunicado enviado à nossa Redacção, um estudo técnico foi também feito ao mesmo tempo que o ambiental e para tal foi construída uma embarcação automotora em Tete para desenvolver este estudo, bem como adquiridas outras três para os estudos no rio. A Riversdale vê o transporte de carvão por barcaças como forma complementar ao transporte por linha férrea.

“Devido ao potencial da Bacia de Moatize e acreditando que a capacidade da Beira não será suficiente para as quantidades de todos os produtores da bacia, a Riversdale acredita que outras vias serão necessárias como é o exemplo de Nacala, com a qual também contamos” – refere a mineradora no seu comunicado.

O projecto de exploração e desenvolvimento mineiro da Riversdale em Benga está orçado em um bilião de dólares norte americanos, com início da operação a partir do segundo semestre de 2011, com extracção de cerca de 5.3 milhões de toneladas por ano de carvão ROM (Produto Bruto) dos quais dois milhões de toneladas são produto final.

A companhia preve na fase de expansão da exploração atingir vinte milhões de toneladas por ano de carvão ROM e dez milhões de produto final a partir de 2013.

A concessão atribuída a Riversdale pelo Governo Moçambicano na Região de Benga dispõem de recursos na ordem de quatro biliões de toneladas e uma reserva de 502 milhões de toneladas.

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