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Rios de dinheiro continuam a ser gastos no combate à SIDA em Moçambique

Moçambique gastou, entre 2004 e 2008, cerca de 357 milhões de euros no combate à SIDA, 198 milhões só em 2007 e 2008. De acordo com o coordenador da ONU no país para o combate à doença oficialmente ainda sem cura a nível mundial, Maurício Cysne, a SIDA já provocou 90 mil mortos e deixou 500 mil crianças órfãs em Moçambique.

Perante este quadro, na quinta-feira a Comissão de Combate à SIDA reuniu-se em Maputo com entidades públicas e privadas que combatem a doença, juntando também os parceiros internacionais e os responsáveis provinciais do sector.

Maurício Cysne, falando na abertura do encontro, lembrou que o Plano Estratégico Nacional de combate ao HIV para 2010/2014 foi aprovado em Março passado e que é preciso “esforços mais efectivos para a redução de parceiros múltiplos”, devendo também ser feita uma campanha de aconselhamento da circuncisão, operação que se acredita mitiga a propagação da SIDA.

Os líderes locais devem também ser capacitados no combate à SIDA, disse Maurício Cysne. O Primeiro-Ministro moçambicano, Aires Ali, disse que o HIV/SIDA continua a ser “um dos principais entraves ao desenvolvimento” do país e defendeu igualmente que os governos locais se envolvam na luta contra a doença.

Ricardo Trindade, em representação da sociedade civil, apesar de reconhecer que houve avanços no tratamento anti-retroviral, disse que há ainda “desafios como a qualidade dos serviços, o seguimento e controlo dos doentes, a estigmatização, a falta de alimentos e as longas distâncias que os doentes têm de percorrer até às unidades sanitárias”.

Segundo os números da ONUSIDA, existe em Moçambique 1,6 milhão de pessoas infectadas e em cada ano registam-se mais de 120 mil novos casos. Por dia, há 400 novas infecções em Moçambique.

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