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Reunião entre presidente da Colômbia e Capriles enfurece Venezuela

A Venezuela reagiu com fúria à reunião entre o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, e o líder da oposição venezuelana, Henrique Capriles, esta Quarta-feira (29), dizendo que era uma “bomba” nas relações bilaterais e chamando de volta um emissário para o processo de paz da Colômbia.

Capriles encontrou-se com Santos em Bogotá no início de uma digressão pela América Latina para defender a sua versão de que as eleições presidenciais do mês passado na Venezuela foram fraudulentas e que o governo do presidente Nicolás Maduro, portanto, é ilegítimo.

Capriles, governador de 40 anos e bem visto pelo mercado, perdeu para Maduro, o sucessor do falecido líder socialista Hugo Chávez, por apenas 1,5 ponto percentual, de acordo com os resultados oficiais.

O governo de Maduro difamou Capriles como um “fascista” tentando agitar um golpe de Estado na Venezuela, e o poderoso Congresso liderado por Diosdado Cabello, que também é o segundo na hierarquia do governista Partido Socialista, foi o primeiro a reclamar sobre a reunião em Bogotá.

“A Colômbia deve esclarecer se o governo está ao lado das intenções golpistas de Capriles, ou com o povo da Venezuela e com o governo legítimo, soberano e constitucional do companheiro Nicolás Maduro”, disse Cabello à mídia estatal.

“O presidente Santos está a colocar uma bomba nas boas relações que o presidente Chávez insistiu tanto… Ele está a receber um assassino, um fascista lá no seu palácio.”

A Colômbia é uma importante aliada dos Estados Unidos, e o governo anterior a Santos teve relações terríveis com a administração de Chávez. Mas, apesar das diferenças ideológicas, Santos fez as pazes com Chávez em nome do pragmatismo e de solidariedade regional, depois de assumir em 2010.

Isso ajudou o comércio a fluir e permitiu que ambos os lados perseguissem quadrilhas criminosas na fronteira. O ministro das Finanças colombiano, Mauricio Cardenas, ofereceu-se, esta Quarta-feira, a fornecer à Venezuela alimentos e bens manufaturados para aliviar a escassez naquele país.

Cardenas manifestou a intenção de se reunir com autoridades venezuelanas para discutir o assunto nos próximos dias e encontrar uma forma de pagamento que pode envolver uma troca de produtos colombianos por petróleo.

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