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Selo: Resposta à carta aberta aos portugueses, por Alberto Ferreira

A propósito do artigo Carta aberta aos portugueses que querem vir (ou já vieram) para Moçambique

Ex.Sra. ou Menina

Chegou à minha caixa de correio o seu artigo acerca do assunto acima mencionado.

Não me vou alongar muito, pois o poderia ter feito através do face-book, mas quiz faze-lo por esta via.

Primeiro que tudo e como pode verificar pelo meu E-mail é uma homenagem a uma cidade moçambicana que eu gosto muito e a minha palavra passe também o é.

Pois eu sou um tuga que fui para Moçambique trabalhar na área da saúde, casei com uma moçambicana e desse casamento nasceu um moçambicano, e longe de mim estava a ideia de abandonar o país mas, infelismente, teve que acontecer n?o por mim, mas pelos vossos governantes que na altura nada cumpriram do que estava acordado.

Como deve perceber a mim ligam-me muitos laços sentimentais e de amizade com muitas pessoas desse país que eu costumo dizer a minha segunda Pátria.

Já voltei a Moçambique e, confesso, que aquilo que vi foi o que muitos moçambicanos me tinham dito ( infelismente o pior) e ficamos muito tristes com isso.

Na altura perguntei a um dos meus antigos colaboradores o porquê daquela situaç?o onde ele me disse que nem daqui a 50 anos aquilo estaria melhor.

Realmente, nós os tugas temos uma capacidade de emigrar para qualquer parte do mundo pois que o nosso trabalho é reconhecido e não me cabe na cabeça que vamos impor os nossos desejos e quereres para outros paises.

Como diz o ditado em Roma somos romanos, e é isso que se deve ter em conta, respeitando os naturais desses paises e as suas leis.

Moçambique não tem obrigação de ser boia de salvaç?o, nem t?o pouco Portugal que está cheio de gente de africa, da américa latina e de pessoas da europa do leste e embora estejamos a ter grandes problemas económicos a maior parte deles não quer sair de cá e porquê?

Mas tenho esperança de que havemos de conseguir dar a volta a este assunto, embora possa demorar tempo com a ajuda de todos e dos nossos parceiros europeus vamos conseguir pois já ajudamos muitos deles e outros não europeus.

Falando agora dos Palops e na saúde o que é que tem vindo a acontecer: Como disse e muito bem os alunos desses países tem prioridade sobre os nossos e há normas dadas pelo governo para que eles sejam aceites na faculdade com as notas que tiverem e a um aluno luso é exigida uma nota acima dos 18 valores, e mesmo em exames passam sempre os africanos.

Outra coisa curiosa é quando acabam o curso, os reitores convidam-nos a regressar aos seus países para serem úteis aos seus compatriotas e a grande maioria prefere cá ficar e porquê?

Porque aqui têm tudo nos S. N. de Saúde, nos hospitais do estado, nos privados, nas clinicas, na investigaç?o etc.

Podemos n?o ser perfeitos, mas nisto estamos nos lugares cimeiros, e eu pergunto se voces têm aí estes meios.

Por isso, quando vamos a um serviço destes somos confrontados com muitos médicos e enfermeiros africanos. Por isso eu pergunto-lhe em caso de gravidade onde é que vocês recorrem?

Ainda recentemente tivemos aqui nos nossos hospitais e em tratamentos muito prolongados dois grandes homens do vosso país.

O meu amigo Malangatana e o meu primo por afinidade Kok Nan. Infelismente para eles foram vencidos por doenças malignas.

Por isso eu peço-lhe que perdoe a um idoso de 71 anos, mas, penso que é mais jovem do que eu

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