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Renamo volta a adiar congresso

A Renamo, o maior partido da oposição em Moçambique, adiou mais uma vez o seu congresso da “esperança”. Esta formação política alega que os seus delegados estarão envolvidos na monitoria do censo eleitoral, cujo início está marcado para o próximo dia 15 de Junho corrente.

A Renamo tinha reagendado o seu congresso para os próximos dias 11, 12 e 13 do corrente mês. Em comunicado de imprensa, a Renamo acusa a Comissão Nacional de Eleições (CNE) de estar a orquestrar uma derrota a este partido nas eleições gerais e das assembleias provinciais agendadas para 28 de Outubro próximo.

A Renamo alega que a CNE pretende reduzir o número de mandatos nas províncias onde esta formação acredita serem do seu domínio, designadamente Nampula (Norte do país), Zambézia e Sofala (no Centro). Para a Renamo, os mandatos “retirados” em Nampula, Zambézia e Sofala, serão depois redistribuídos pelos círculos eleitorais onde este partido tem poucas probabilidades de ganhar as eleições, nomeadamente na cidade de Maputo, província de Niassa, entre outros. Mas o argumento da Renamo é claramente infundado, uma vez que o número de mandatos é definido em função do universo de eleitores inscritos.

A Frelimo, o partido no poder, considera a decisão da Renamo como sendo o “cúmulo de desorganização e irresponsabilidade politica”. O Secretário da Frelimo (partido governamental) para a Propaganda e Mobilização, Edson Macuácua, disse à AIM ser “intolerável” que a Assembleia da República (AR), o mais alto órgão legislativo do país, ter decidido interromper os seus trabalhos, com todas consequências financeiras dai resultantes, por causa de um encontro que não vai acontecer. “O principal inimigo da Renamo é o próprio líder, Afonso Dhlakama”, disse Macuácua. Ele acrescentou que “o resultado é que a Renamo está a destruir-se. Eles dizem que a Frelimo pretende regressar ao sistema de partido único mas, na verdade, a Renamo está a atingir esse ponto através do seu próprio comportamento”. O congresso da Renamo vem sendo adiado desde 2007.

A cinco de Maio deste ano, a Renamo veio a publico anunciar que o Congresso teria lugar, em Nampula, entre os dias 1 e 3 de Junho. Nos finais do mesmo mês de Maio, a Renamo, através do seu porta-voz, Fernando Mazanga, culpou “manobras” do Partido Frelimo, alegando que esta formação politica tinha feito reservas nos mesmos locais escolhidos antepadamente pela Renamo para albergar os seus delegados ao Congresso. De acordo com Mazanga, a Frelimo tinha organizado seminários para os seus membros exactamente em datas e locais preferidos pela Renamo.

Contudo, Mazanga escusou-se a indicar os nomes de tais locais, justificando que os seus proprietários pediram para não serem identificados por temer represálias por parte da Frelimo. Ficou provado que esta justificação também era falsa já que a Frelimo não tinha nenhum seminário agendado para Nampula, pelo menos na primeira semana do presente mês de Junho, para além de que os principais hotéis desta cidade nortenha tinham muito espaço disponível.

Nessa mesma altura, Mazanga insistiu que, apesar da “sabotagem” da Frelimo, a Renamo iria para o seu congresso, mesmo que isso significasse realiza-lo na sombra de cajueiros, mas desta feita entre os dias 11 e 13 de Junho, antes do inicio da actualização.

Nesta ultima Segunda-feira, Mazanga disse que a Renamo vai priorizar o início do registo eleitoral e, por isso, iria adiar o Congresso.

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