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Renamo exige que o Estado suporte todas as despesas do diálogo político

A Renamo exige que seja o Estado moçambicano a custear as despesas decorrentes do diálogo político que mantém com o Governo pois entende que as questões que são discutidas nesse fórum são de interesse geral.

Caso não esteja disposto a suportar essas despesas, então, que seja também a equipa de Governo a deslocar-se a Santundjira de modo a igualar as despesas, explicou Fernando Mazanga, porta-voz da Renamo, tendo dito que até este momento só a delegação da Renamo é que se tem deslocado a Maputo, o que não é legítimo a medir pelos interesses envolvidos.

O Governo, já na passada segunda-feira (07), mostrou disponibilidade para apoiar a deslocação da equipa técnica da Perdiz a Maputo. Segundo Mazanga, a questão das dificuldades logísticas para a deslocação da equipa de peritos a Maputo para o encontro com a sua contra-parte do Governo foi mal interpretada. A Renamo não tem dificuldades em deslocar esse grupo constituído por seis elementos, mas ainda não é o momento de este participar no diálogo, pois ainda se discute o primeiro ponto, relativo à legislação eleitoral.

Para Mazanga, os peritos militares da Renamo só devem deslocar-se a Maputo quando chegar a altura de discutir a questão ligada à segurança. Enquanto isso, os peritos do Governo já se fazem ao local do encontro onde permanecem sem nada fazer porque os seus opositores não comparecem.

Entretanto, Mazanga voltou a garantir que a delegação da Renamo está disponível para mais um encontro com o Governo na segunda-feira (14), mas o debate só iniciará depois que for satisfeita a exigência já apresentada, nomeadamente a presença de facilitadores na mesa de diálogo.

Este questiona ainda a recusa do Governo quanto a esse aspecto, uma vez que com os mediadores pretende-se garantir mas transparência. “Porque não podemos ter um elemento neutro no debate, que possa dizer aos moçambicanos o que se está a passar? Nós queremos que efectivamente haja transparência da forma como as coisas estão a decorrer no Centro de Conferência Joaquim Chissano”, questionou.

Num outro desenvolvimento, sobre a participação nas eleições, Mazanga disse que o seu partido foi criado para participar das eleições sendo por isso que ainda continua em negociação para a criação de um ambiente legal favorável para o efeito. “Nós estamos no CCJC a procura de solução para esta questão das eleições, por isso nós sabemos não vamos participar das eleições,” disse.

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