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RENAMO diz-se “praparada para a guerra”

A Renamo, principal partido da oposição em Moçambique, diz estar “preparada para a guerra” contra a alegada “arrogância” do Governo de continuar o processo eleitoral contestado pela força de Afonso Dhlakama, mas manteve “o privilégio do diálogo”.

Em declarações à Lusa em Maputo, o porta-voz da Renamo (Resistência Nacional de Moçambique), Fernando Mazanga, corroborou às afirmações do secretário-geral do partido, Manuel Bissopo, no fim de semana, de que o partido está “preparado para a guerra”.

“Falou a voz da autoridade (do secretário-geral). Na verdade, mantemos o privilégio do diálogo, mas essa postura não pode ser entendida como medo da guerra. Estamos preparados para a guerra”, enfatizou Fernando Mazanga.

A Renamo, que moveu uma guerrilha de 16 anos contra o Governo da Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique) até 1992, “está em prontidão combativa à escala nacional” e vai responder com ataques na capital do país, no caso de uma acção militar do exército governamental, afirmou Fernando Mazanga.

“A decisão da bancada (maioritária) da Frelimo de aprovar uma lei eleitoral e uma Comissão Nacional das Eleições (CNE) sem consenso é um convite para a guerra, porque essa decisão é do tempo do monopartidarismo, que nós combatemos com guerra, mas com o foco no diálogo”, declarou o porta-voz da Renamo.

A bancada da Renamo retirou-se da votação da nova lei eleitoral e da escolha do novo elenco da CNE por ter visto rejeitada pela Frelimo a sua exigência de que este órgão deve ser formado com base na paridade entre os partidos com assento parlamentar.

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