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Remessas de moçambicanos na África do Sul continuarão a cair em 2011

As remessas dos trabalhadores moçambicanos nas minas da África do Sul deverão continuar a reduzir “drasticamente” em 2011, devido à redução do recrutamento de mais assalariados para companhias mineiras daquele país vizinho, anunciaram, esta terça- feira, em Maputo, o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), a Comissão Económica da Organização das Nações Unidas para África (UNECA) e o Centro de Desenvolvimento da Organização para Cooperação Económica (OCDE).

O recrutamento reduziu em 18,8%, em 2008, para 38 855 contratados, contra o número anterior de 47 852 assalariados mobilizados para as companhias mineiras sul-africanas, em 2007, apurou o Correio da manhã junto do Ministério do Trabalho. Junto do Banco de Moçambique (BM), o Cm apurou que as remessas daqueles trabalhadores caíram em cerca de 1,3 milhão de dólares norte-americanos, em 2009, para 50 milhões de dólares, face ao volume recebido em 2008.

Já em 2008, as remessas dos mineiros foram no valor global de 60,3 milhões de dólares norte-americanos, o correspondente a menos de seis milhões de dólares relativamente ao valor global transferido em 2007. Entre Julho e Novembro de 2010, foram feitas transferências bancárias pelos mesmos trabalhadores no valor global de 22,5 milhões de dólares norte-americanos, segundo ainda o BM.

PIB cresce 6,1% em 2011

Relativamente ao crescimento da economia moçambicana em 2011, aquelas três instituições financeiras indicam que o Produto Interno Bruto (PIB) será de 6,1%, depois de ter sido de 5,4% em 2009, após 6,8% de 2008, “mas acima das estimativas do FMI que projectava um crescimento de 4,5%, mas abaixo do alvo do Governo de 6,7%”, referem aquelas três instituições financeiras estrangeiras em documento apresentado esta terça-feira, em Maputo, num encontro organizado pela Embaixada de Portugal em Moçambique.

O crescimento do PIB, em 2009, continuou a ser influenciado pelos fluxos do Investimento Directo Estrangeiro (IDE) para desenvolvimento de projectos ligados aos recursos minerais, de prestação de serviços, agro-indústria, energia e construção. A inflação situou-se em 3,4%, “que constituiu o nível mais baixo registado nos últimos 10 anos quando comparado com o alvo do Governo de 8%”.

Para África, o BAD, OCDE e UNECA indicam que as perspectivas económicas para o continente, em 2011, “são promissoras”, esperando- se que, em média, o crescimento económico acelere para 4,5%, em 2010, e 5%, em 2011. O documento apresentado ontem em Maputo faz uma análise exaustiva e comparativa de dados de 50 economias africanas e a sua apresentação foi feita a representantes daquelas três instituições, bem como de parceiros internacionais de cooperação, académicos e Governo de Moçambique.

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