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Reina calma em Baraguá após incêndio ao posto fronteiriço em Niassa

O Ministro do Interior, Alberto Mondlane, reiterou, Sábado (29), que a região de Baraguá, distrito de Mandimba, província do Niassa, norte de Moçambique, vive actualmente uma atmosfera de sossego e tranquilidade, apesar do recente incidente traduzido no incêndio do posto policial da guarda-fronteira.

O episódio ocorreu, última Segunda-feira, véspera do Natal, quando vários indivíduos idos do país vizinho invadiram o posto policial, do lado moçambicano, onde espancaram o agente de serviço e ao mesmo tempo que tentaram, sem sucesso, se apoderar da sua arma de fogo, tipo AK- 47.

As escaramuças começaram quando os familiares de um cidadão malawiano, retido no posto policial por entrada ilegal em solo moçambicano, atravessaram a linha de fronteira a fim de o resgatar.

Após o resgate do seu concidadão e levá-lo ao Malawi, retornaram ao território moçambicano para, desta feita, “ajustar contas” tendo, para o efeito, incendiado as instalações da Guarda Fronteira daquele distrito do Niassa.

Aliás, na sequência das escaramuças registadas no local duas pessoas, segundo a Rádio Moçambique (RM), emissora pública nacional, ficaram feridas.

O Ministro do Interior assegura que apesar do incidente reina, no local, um ambiente de total tranquilidade e o sucedido foi simplesmente um facto localizável e controlável.

“Há tranquilidade e há sossego, porém alguns incidentes que acontecem e devem ser resolvidos sempre que ocorrem”, disse o titular da pasta do interior.

Mondlane disse, por outro lado, haver um trabalho conjunto entre as autoridades dos dois países, porquanto existe uma boa atmosfera de trabalho na procura de soluções para os problemas que ocorrem ao longo da fronteira comum.

O ministro disse ter havido, em Novembro, a 7ª Sessão da Comissão Conjunta Permanente de Defesa e Segurança em que foram abordadas as diversas ocorrências que se verificam ao longo da fronteira e a necessidade de encontrar, em conjunto, soluções que visando por termo aos casos e também garantir o respeito necessário entre as partes.

No momento, decorre uma investigação no local envolvendo as autoridades policiais dos dois países, visando apurar e esclarecer as reais motivações do sucedido, desde a identificação dos culpados pelo e tomar subsequentemente as medidas de acordo com as leis vigentes no país.

Esta não é a primeira vez que são reportados casos de destruição de postos da guarda fronteira moçambicana com recurso ao fogo posto em Mandimba por cidadãos malawianos.

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