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Refugiados morrem devido a doenças e fome em Maratane

O Centro de Refugiados de Maratane, província de Nampula, Norte de Moçambique, tem vindo a registar mortes diversas resultantes de causas associadas a fome e doenças.

Segundo o jornal “O País”, o Instituto Nacional de Apoio aos Refugiados (INAR), responsável pela gestão daquele centro de refugiados, não tem capacidade logística para assegurar a assistência alimentar aos cerca de 10 mil refugiados que se encontram naquele local.

“A nossa logística para os refugiados depende do ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados) e a quantidade de comida disponibilizada não é suficiente para satisfazer aquelas pessoas, porque ultrapassam as estatísticas previstas, tendo em conta que quase todos os dias entram refugiados no centro de Maratane”, disse João Baptista Dolis, delegado do INAR em Nampula.

Nos últimos meses, Moçambique tornou-se num destino ou país de trânsito preferencial para imigrantes ilegais provenientes de quase todas partes do mundo, com destaque para a região do Corno de África e Ásia.

Na sua maioria, estes imigrantes usam as províncias nortenhas de Cabo Delgado e Nampula onde entram através das fronteiras aéreas, terrestres e marítima. Q

uando encontrados pela Polícia, eles são encaminhados para o centro de refugiados. Dados citados pelo jornal “O País” indicam que, de Janeiro a esta parte, o centro de Maratane registou 32 mortes, maioritariamente de cidadãos etíopes, acreditando-se que eles tenham perdido a vida por causa de fome aguda e doenças diarreicas.

Esta Quarta-feira, a Rádio Moçambique (RM), a emissora pública nacional, reportou que duas a três pessoas morrem diariamente em Maratane por causas relacionadas com doenças e fome.

A RM apresentou depoimentos de vários refugiados que se encontram alojados naquele centro, alguns dos quais disseram: “aqui em Maratane sofremos de malária, fome e diarreia, as pessoas estão a morrer muito aqui”.

Quarta-feira passada, quando a equipa de reportagem da RM se deslocava a Maratane, cruzou-se com uma ambulância transportando um corpo de um refugiado falecido naquele centro, onde pelo menos 18 doentes se encontravam acamados a receber soros.

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