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Educação: parceiros doam 161 milhões USD para financiar plano estratégico

Os parceiros de cooperação do Governo de Moçambique, incluindo o Banco Mundial, vão desembolsar 161 milhões de dólares para financiar o Plano Estratégico da Educação 2012/2016.

De acordo com o ministro da Educação, Zeferino Martins, estes fundos foram mobilizados no âmbito do “Fast Track Initiative – Iniciativa para Acelerar a Educação para Todos” (FTI), que Moçambique solicitou em 2010.

Actualmente, decorre a elaboração do Plano Estratégico da Educação que, hoje, começou a ser analisado pelo Governo, através do Ministério da Educação (MINED) e parceiros de cooperação estrangeiros e nacionais, na 12ª Reunião Anual de Revisão, em Maputo.

O plano deverá ser concluído a breve trecho, depois de incluídas as contribuições que sairão da reunião. O encontro de dois dias, dirigido pelo Ministro da Educação, Zeferino Martins, vai igualmente fazer o balanço das actividades realizadas no ano passado.

Durante o encontro, o Governo e seus parceiros foram unânimes em reconhecer que a qualidade de ensino constitui uma preocupação para o país, uma vez que os alunos, sobretudo do ensino primário, não conseguem desenvolver habilidades básicas.

Vários estudos realizados em Moçambique demonstram que a maioria dos alunos do ensino primário não conseguem desenvolver habilidades na leitura, escrita e aritmética básica. Assim, o Plano em elaboração deverá tomar em consideração este aspecto.

Por isso, Zeferino Martins assevera que a melhoria da qualidade de ensino no país, particularmente do ensino básico, constitui um dos pontos centrais do trabalho do sector que dirige.

Martins considera que, no contexto da melhoria da qualidade de ensino, as intervenções do MINED centram-se na continuidade das reformas curriculares, provisão do livro escolar e de outros materiais didácticos, desenvolvimento de um sistema integrado de formação e capacitação de professores, bem como no aumento do recrutamento de novos professores formados.

Por seu turno, os parceiros internacionais, representados por Patrick Empey, chefe da cooperação na Embaixada da Irlanda, afirmam que o novo Plano Estratégico da Educação representa uma “excelente” oportunidade para se definirem medidas que permitam melhorar os resultados de aprendizagem dos alunos, para que Moçambique consiga atingir as metas de Desenvolvimento do Milénio e da Educação para Todos.

“Este é um momento oportuno para identificar os resultados que devem ser atingidos nos próximos anos para garantir que os cidadãos moçambicanos estejam habilitados profissionalmente e contribuir para o desenvolvimento de Moçambique” disse.

A sociedade civil, representada pelo Movimento de Educação para Todos (MEPT), defende que o plano deve ser inclusivo, criando estratégias necessárias para suprir o desafio que se impõem ao ensino em Moçambique.

O encontro conta com a participação da Sociedade Civil, parceiros de cooperação, representantes de vários ministérios. Durante o encontro estão previstas palestras proferidas por Lourenço do Rosário, Mouzinho Mário, Castelo Branco, Jorge Ferrão e Narciso Matos, uma contribuição para a elaboração do Plano Estratégico da Educação para os próximos anos.

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