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Rede sanitária cobre metade do país

O ministro da Saúde, Alexandre Manguele, disse, Quarta-feira última, à Assembleia da República (AR), o parlamento moçambicano, que a rede sanitária do país cobre apenas metade do território nacional.

Falando durante o primeiro dia da sessão de perguntas do parlamento ao governo, Manguele disse que, dentre vários problemas enfrentados pelo sector, consta a falta de infra-estruturas, razão pela qual o grande afluxo de doentes em determinados pontos do país não encontra resposta nos hospitais existentes.

Aliado a isso, encontra-se a questão de materiais e consumíveis, meios que também são muito caros. “A qualidade de serviços prestados nos hospitais do país ainda não satisfaz nem o governo nem o próprio pessoal do sector”, admitiu o governante.

Segundo Manguele, o ideal seria ter unidades sanitárias com altos padrões de higiene, mais próximas da população, com pessoal em número suficiente, bem qualificado e que pauta por um tratamento humanizado.

Igualmente, Manguele disse que o ideal seria ter unidades sanitárias bem apetrechadas, com meios e equipamento necessário para o atendimento de doentes e com pessoal dedicado ao trabalho. “Ainda estamos longe de conseguir este tipo de unidades sanitárias”, admitiu o governante.

Ainda na sua intervenção, o ministro da Saúde disse haver hospitais no país em que um enfermeiro chega a tratar 50 doentes numa única noite.

Contudo, o seu salário não chega para satisfazer as suas necessidades básicas, sendo por isso que, com o intuito de melhorar os seus rendimentos mensais, há enfermeiros que dedicam a hora do descanso para trabalhar em clínicas privadas.

Apesar destas condições, segundo o ministro, deve-se continuar a trabalhar arduamente no sentido de se inverter esse cenário. Manguele disse ser necessário identificar as causas dos problemas e trabalhar-se no sentido de se ultrapassar os mesmos.

Um dos desafios é reforçar a comunicação com a população de modo a se inteirar sobre a situação do país, por um lado, e para que esta seja informada sobre algumas doenças, entre as quais preveníveis.

A questão sobre a qualidade de serviços prestados nos hospitais do país voltou a ribalta hoje no parlamento, dia dedicado a perguntas de insistência dos deputados ao governo.

Na ocasião, a deputada Angélica Paulo reclamou sobre a qualidade de atendimento nos hospitais do país, particularmente na província central da Zambézia, o seu círculo eleitoral.

“As pessoas ficam longo tempo a espera de atendimento hospitalar”, disse ela, acrescentando que “conheço um médico especialista que trabalha em quatro províncias, designadamente Manica, Sofala, Tete e Zambézia. Quando fica de férias, registam-se longas filas de espera nos hospitais e os doentes chegam a aguardar um mês pelo atendimento”.

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