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Reclusos produzem comida

O Serviço Nacional das Prisões (Snapri) de Moçambique prevê para a presente campanha agrícola (2010/ 2011) uma produção de cerca de três mil toneladas de produtos alimentares diversos.

 

 

Trata-se de um programa que está a ser levado a cabo por reclusos que se encontram a cumprir penas em vários estabelecimentos prisionais.

A produção de alimentos enquadra-se numa iniciativa levada a cabo pelas autoridades nacionais no âmbito dos esforços de preparar a população reclusa para a sua reintegração na sociedade depois do cumprimento da pena de prisão.

Segundo uma fonte do Snapri, citada pela agência de notícias, Macauhub, um grupo de reclusos está a preparar um terreno com 100 hectares no distrito do Chókwé, província meridional de Gaza, para o cultivo de arroz.

Enquanto isso, um outro grupo de reclusos esta envolvido na produção industrial de ananás na zona de Muxungue, na província central de Sofala.

De referir que na semana passada, o vice-ministro da Justiça, Alberto Nkutumula, inaugurou um projecto de produção industrial de frangos que, com o apoio da agência dinamarquesa para o desenvolvimento internacional (Danida), deverá ser alargado a outros estabelecimentos prisionais do país.

A mesma fonte revelou que o Snapri adquiriu direito de uso e aproveitamento de terra numa extensão de mil hectares, Itoculo, no distrito de Monapo, província de Nampula, e em Cagore, no distrito de Barué, província de Manica, para os reclusos desenvolverem várias actividades, principalmente na agricultura e pecuária.

De salientar que dos 14 mil reclusos existentes no país, cerca de 70 por cento são jovens com idades compreendidas entre os 16 e 25 anos e o governo está a preparar um plano visando a sua ocupação efectiva em actividades produtivas.

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