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Reclusos cometem desmandos no Búzi

Reclusos cometem desmandos no Búzi

No distrito do Búzi, na província de Sofala, três reclusos que acabavam de ser transferidos da Cadeia Distrital do Búzi para o Centro Aberto de Bandire, supostamente por bom comportamento, vão responder a um novo processo-crime por protagonizarem assaltos naquele ponto do território moçambicano, sobretudo nos fins-de-semana, altura em que eram restituídos à liberdade pelos guardas, com a permissão de pernoitar fora dos calabouços.

Os visados, identificados pelos nemos de José Lobo, Simão Francisco e Eduardo Mafavisse, cumpriam, até o dia em que cometeram os delitos em alusão, penas que variam de cinco meses a dois anos de prisão no Centro Aberto de Bandire, localizado a poucos quilómetros daquela penitenciária. Os três são acusados de roubar produtos alimentares de primeira necessidade nos estabelecimentos comerciais, electrodomésticos e agressão física.

José Carlos Lobo, residente no bairro de Macúti, na cidade da Beira, foi condenado a cinco meses de prisão e um mês de multa por posse, à força, dos bens do seu tio, para quem trabalhava e que alegadamente não lhe remunerou durante seis meses. Consta ainda que, no dia 25 de Janeiro passado, por voltas da 17h:00, José Lobo pediu aos guardas para se deslocar à vila do Búzi com o intuito de comprar caldo. Chegado ao seu destino, ele encontrou-se com dois colegas e os três ficaram numa barraca a consumir bebidas alcoólicas até o dia seguinte.

Contudo, na madrugada do dia 26, além de vandalizar um estabelecimento comercial construído com base em material precário no mercado Casa Branca, do qual saquear produtos alimentares de primeira necessidade, o grupo roubou electrodomésticos numa residência e agrediu fisicamente os proprietários da mesma. Na ocasião, José Lobo foi detido, pese embora os seus comparsas tenham conseguido fugir com os bens. Mas durante a agitação, o jovem cravou os dentes nos lábios e num dos bração do dono do domicílio assaltado e, assim, escapou do linchamento.

Simão Francisco, condenado a dois anos de prisão, além do crime de roubo e invasão de propriedade, é indiciado de sequestrar uma menor na cidade da Beira. Não houve detalhes sobre este caso. Ele contou que foi transferido da Cadeia Central de Sofala, em 2013, para a Cadeia Distrital do Búzi, e, mais tarde, para o Centro Aberto de Bandire – onde a Policia da República de Moçambique (PRM) encontrou alguns produtos roubados – por bom comportamento. Todavia, agora está a ver o sol aos quadradinhos enquanto aguarda por novo julgamento.

O nosso interlocutor confessou que protagonizou três assaltos com José Lobo e Eduardo Mafavisse, a convite destes dois últimos. Simão Francisco disse igualmente que os guardas da penitenciária onde se encontra autorizam a saída de reclusos nos fins-de-semana. Eduardo Mafavisse é considerado o cabecilha do grupo por ser ele quem planeava os assaltos mas negou tecer comentários sobre as acusações que pesam sobre si.

Apenas disse que é inocente. Por sua vez, o director da Cadeia Distrital do Búzi disse-nos que não estava autorizado a falar sobre este assunto que mancha a sua instituição e suscita algumas dúvidas em relação à atitude dos reclusos, tendo sugerido que contactássemos a Procuradoria.

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