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Livro de Reclamação: maus-tratos a que somos sujeitos pelos enfermeiros centro de saúde de Marracuene

Saudações, Jornal @Verdade. Somos residentes de Marracuene e utentes do centro de saúde daquele local da província de Maputo. Gostaríamos, através do vosso meio de comunicação, de expor uma inquietação relacionada com os maus-tratos a que somos sujeitos pelos enfermeiros daquela unidade sanitária.

Sempre que nos dirigimos para aquele centro de saúde não somos atendidos devidamente: os profissionais de saúde proferem palavras injuriosas e expulsam-nos das salas de atendimento alegadamente porque não levamos os nossos familiares ao médico, a tempo, quando adoecem. Há casos em que os mesmos técnicos nos fazem permanecer horas a fio na fila de atendimento como forma de nos punirem.

Outro problema que nos preocupa é o facto de o Centro de Saúde de Marracuene ter só uma enfermeira nas consultas externas, a qual trabalha ao seu bel-prazer. E mais, na farmácia quem faz a separação de medicamentos é uma servente e não propriamente um farmacêutico. Temos receio de que a pessoa que está a exercer uma função que não é da sua competência pode colocar em perigo a nossa saúde.

Resposta

Sobre este assunto, o @Verdade contactou a direcção do Centro de Saúde de Marracuene, por intermédio do respectivo director que estava na companhia da sua colega dos Recursos Humanos e da directora distrital da Saúde de Marracuene, os quais se recusaram a identificar-se. Eles refutaram todas as acusações dos nossos reclamantes e apelaram para que a nossa Reportagem não veiculasse a matéria com vista a preservar o bom nome da unidade sanitária.

“Neste hospital nunca tivemos problemas com os pacientes e, diariamente, atendemos cerca 500 utentes. Nas consultas externas, todas as triagens funcionam como deve ser, as longas filas são típicas de um hospital”, explicou-nos o dirigente daquele centro.

Segundo aquele responsável, na farmácia em nenhum momento um servente preparou medicamentos para os pacientes porque os mesmos têm códigos que os serventes desconhecem, “daí que não podemos deixar essa tarefa nas suas mãos.” O nosso interlocutor disse que acredita que os nossos reclamantes provêm de outros locais e não ficaram satisfeitos com a maneira como funciona o Centro de Saúde de Marracuene.

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