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Livro de Reclamação: ” vista grossa” do Conselho Municipal de Vilanculo

Saudações, Jornal @Verdade. Gostaríamos, através do vosso meio de comunicação, de expor uma inquietação relacionada com o facto de o Conselho Municipal de Vilanculo estar a fazer vista grossa ao autorizar a empresa FV-Construção, pertencente a Yassin Amuji, filho do presidente da mesma edilidade, a extrair saibro para a edificação da estrada que liga Vilanculo-Mungoze, numa cova localizada na zona residencial do bairro do Aeroporto.

Esta situação coloca em risco os residentes que vêem, agora, os seus talhões serem devastados aos poucos devido à erosão, sem, no entanto, contar com a degradação acentuada causada pelos camiões nas duas ruas que dão acesso ao bairro de Chibuene. O mais caricato é que uma das vias esteve encerrada durante anos e só foi reaberta durante a campanha de Abílio Machado. Que vergonha!

Resposta

Sobre o assunto, o @Verdade contactou os responsáveis da empresa em causa, que desmentiram todas as acusações. Ou seja, disseram que não pode, de forma alguma, estar revestida de verdade uma acusação que refere que o município é quem autoriza a exploração da saibreira, isso porque “todas as saibreiras são da responsabilidade da Administração Nacional de Estradas (ANE). E é ela quem pode, por competência, autorizar os interessados naquele recurso”.

Num outro desenvolvimento, os responsáveis da FV-Construção disseram que a própria edilidade e mais duas empresas que estão a construir estradas extraem saibro no mesmo local. As pessoas que viviam naquela zona, explica o director executivo da empresa acusada, foram reassentadas noutros talhões porque o sítio em causa passou a ser reserva da ANE.

Contudo, tal reclamação deve ser encaminhada à entidade gestora do espaço onde se explora o recurso. Relativamente à degradação da estrada na zona do Aeroporto, os gestores da FV-Construção afirmam que a mesma deve-se ao uso constante por parte de enormes camiões de grande tonelagem, incluindo sete basculantes do Conselho Municipal de Vilanculo. No entanto, o acordo é de que a empresa reabilite, no final da obra, o troço a custo zero.

“As nossas obras foram ganhas na ANE. Nos dois anos que estamos no mercado nunca concorremos a algo que fosse do município. Exactamente para evitar interpretações do género”, disse-nos um dos responsáveis da firma visada. “A obra que ganhámos tem uma extensão de 19 quilómetros. A placa indica que o dono da obra é a ANE.

O financiador é o Fundo de Estradas. A estrada Inhassoro/Nhamabwe, com extensão de 30 quilómetros, foi adjudicada a uma empresa de Xai-Xai, a SSJ Construções. O troço Vilanculos/Mangalice, de 15 quilómetros, ficou com a ECS Construções, também, de Xai-Xai. As empresas que aponto recolhem o saibro no mesmo local. Será que são do filho do edil de Vilanculo?”, perguntou o nosso interlocutor.

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