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Reclamação: desinformação protagonizada pela direcção do Instituto Comercial de Maputo

Boa tarde ao jornal @Verdade. Sou estudante do Instituto Comercial de Maputo, onde perdi o exame por causa da desinformação protagonizada pela direcção da escola que anexou dois calendários, nomeadamente o da cadeira de Técnica Pautal do 3° ano que estava marcado para Sábado (31) e se realizou na Sexta-feira (30). O último calendário anexo na vitrina apontava para a realização do mesmo na Quinta-feira, 29.

Primeiro, a direcção da escola colocou dois calendários e fiquei sem saber qual dos dois era válido, o que me deixou confuso. Esta situação prejudicou muitos que não se deslocaram para fazer o exame no sábado, porque não sabiam se iriam ser submetidos ao mesmo no dia 29 ou 31 de Novembro.

Na sexta-feira, alguns colegas que estavam lá para confirmar a data viram-se na obrigação de fazer o exame, sem que estivessem preparados. Mas o mais inquietante é que eu e meus colegas na mesma situação apenas faremos a segunda época pois já não há nenhuma esperança de fazermos a primeira. Isto é uma injustiça porque nunca se viu em nenhuma parte do mundo marcar-se duas datas para o mesmo exame.

Segundo, nós, os injustiçados, não fomos informados da realização dos exames naquela data, muito por culpa da própria direcção. Quem erra é a direcção e os estudantes é que pagam a factura? Isso não é justo.

No entanto, acho que se a direcção tivesse o mínimo de bom senso iria dar uma segunda oportunidade aos estudantes que ficaram prejudicados, e assim repor a responsabilidade e justiça dos factos.

O Instituto Comercial de Maputo deve vir a público dar uma explicação convincente porque os estudantes merecem o mínimo de consideração e respeito porque foi deitado abaixo todo o esforço empreendido na preparação para os exames e não puderam fazê-lo por negligência ou distracção do corpo directivo.

O que eu pretendo saber é se a direcção vai ou não reconhecer que errou e conceder-nos uma excepção para fazer a primeira época.

Resposta

Quando instada a pronunciar-se sobre este caso, a directora do Instituto, Gina Mangane, disse que a inquietação ora lançada não tem razão de ser porque a direcção tomou o cuidado de avisar previamente os estudantes da alteração das datas da realização dos exames, ou seja, os eles tiveram a informação quatros dias antes.

Gina Mangane explicou que a antecipação do exame de Técnica Pautal se deveu ao facto de os de Estatística e Análise de Balanços serem compostos por júris numerosos, isto é, 12 e 14, respectivamente, e a direcção temia pela ausência dos mesmos.

Segundo a nossa interlocutora, houve falta de atenção por parte dos estudantes porque não se justifica que um pequeno grupo de estudantes não tenha tido acesso à informação, quando a esta “circulou” pela escola.

Todavia, Gina Mangane sublinha que este pequeno grupo de estudantes será submetido apenas a exames da 2ª época, e vai beneficiar de aulas de preparação que incluem exames resolvidos correspondentes à 1ª época, de modo que os façam sem sobressaltos.

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