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Raul Domingos espera que Tribunal competente faça Justiça

Visivelmente indignado com a decisão de nulidade do julgamento cujo caso envolve seu partidário na qualidade de ofendido e queixoso, o Presidente do Partido para Paz, Democracia e Desenvolvimento (PDD), Raul Domingos, lamentou o sucedido, tendo afirmado que “deveriam ter observado essas formalidades a bastante tempo ao invés de termos queimado tanto tempo”.

Refira-se que Raul Domingos que reside em Maputo, desde o início deste julgamento assistiu a todas sessões, incluindo deslocou-se na quinta-feira novamente a Gorongosa já com o propósito de acompanhar o seu desfecho. Gorongosa, na Província de Sofala, dista a cerca de 1.100 quilómetros da Cidade de Maputo. Por via aérea a ligação é possível através das cidades da Beira e Chimoio, mas mesmo assim há um percurso por estrada de cerca de duzentos quilómetros.

No mínimo a viagem pode ser feita em dois dias. Pela tamanha solidariedade que mostrou ao seu partidário Francisco Chenje, ao empenharse nessa maratona de deslocações idae- volta Maputo/ Gorongosa/ Maputo, as vezes por estrada (como aconteceu esta semana) e outras de avião passando por Beira; abandonando sua família e outros tantos afazeres sócio-político e profissionais, Raul Domingos pode ter se revelado um excelente dirigente político, diferente daqueles que só se lembram dos seus militantes e ou apoiantes apenas em períodos de campanha eleitoral para caçar votos dos eleitores.

Raul Domingos, refira-se, havia transmitido boa impressão pela forma como a Juíza Maria Mambo vinha conduzindo o julgamento. Contudo, disse esperar que o Tribunal competente faça Justiça. Na Cidade da Beira, entretanto, alguma corrente de opinião pública considera que se não fosse a mediatização do caso iniciada pelo nosso jornal, que permitiu despertar várias sensibilidades influentes, eventualmente o julgamento fosse terminar mesmo em Gorongosa.

Entretanto, o risco do segundo julgamento está na garantia em matéria de facto, o que só pode ser conseguida se o juiz da segunda instância, neste caso do Tribunal Judicial Provincial de Sofala (TPJS), puder dispor de toda a prova produzida, de a poder analisar, sendo certo que as actuais condições não o permitem, porquanto nem todos os tribunais (como foi o da Gorongosa) tem meios sonoros de gravação para garantir essa solução.

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