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Queda de avião durante tempestade mata 127 no Congo

Um avião de passageiros caiu na sexta-feira numa densa floresta da República Democrática do Congo quando tentava fazer um pouso em meio a uma forte tempestade, matando 127 ocupantes e deixando 51 sobreviventes, segundo o Ministério dos Transportes local.

O executivo-chefe da companhia aérea envolvida disse anteriormente à Reuters que havia 110 pessoas a bordo do avião, das quais 53 tinham morrido e 57 sobrevivido. Mas um porta-voz do ministério acusou a empresa de subestimar o número de passageiros. O acidente ocorreu no aeroporto internacional de Kisangani, importante centro comercial e porto fluvial no leste do país.

O Congo, um dos maiores países da África, tem um dos piores índices mundiais em termos de segurança aérea. “O piloto tentou pousar, mas aparentemente não tocou a pista”, disse Stavros Papaioannou, executivo-chefe da companhia aérea Hewa Bora, por telefone à Reuters.

A exemplo das demais companhias aéreas registradas no Congo, a Hewa Bora está proibida de voar na União Europeia por questões de segurança. É o segundo acidente fatal envolvendo a empresa em três anos – em 2008, um DC-9 da companhia caiu na periferia da cidade de Goma, matando 44 pessoas.

Após o acidente, um porta-voz governamental disse que as equipes de resgate haviam retirado 40 sobreviventes do Boeing-727, número que depois foi ampliado. Jean-Paul Bongisa, repórter da TV estatal congolesa presente no local da queda, disse à Reuters que o resgate é complicado pela dificuldade de acesso aos destroços, que estão a cerca de 200 metros da pista, no meio a uma mata fechada. Devido à escassez de estradas e ferrovias, os transportes aéreos e fluviais são frequentemente a única opção de deslocamento em longa distância no Congo (ex-Zaire), um país praticamente do tamanho da Europa Ocidental.

Em abril, 32 pessoas morreram na queda de um avião da Organização das Nações Unidas (ONU) que tentava pousar no aeroporto que serve Kinshasa, a capital. O avião era operado pela empresa georgiana Airzena. Em seu site, a Hewa Bora diz possuir dois aviões Boeing 727, ambos configurados como aviões de passageiros com 137 lugares na classe econômica e 12 na executiva. Eles só fazem voos internos no Congo. O 727, que já foi o avião de passageiros mais vendido do mundo, foi fabricado entre 1963 e 1984, e serve para voos curtos e médios.

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