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Quarenta desaparecidos na costa de Moçambique

Pelo menos nove pessoas morreram e quarenta estão desaparecidas, na sequência do naufrágio de uma embarcação somáli, no norte de Moçambique. O incidente já ocorreu na semana passada, mas dificuldades de comunicação e procedimentos que nestes casos devem ser acautelados constituírão algumas das razões porque só agora as autoridades confirmem o sucedido. A bordo da embarcação, que naufragou ao largo de Mocimboa da Praia, em Cabo Delgado, seguiam cerca de 80 cidadãos somális, que se tratarão de imigrantes ilegais.

“Há todo um esforço que se está a fazer para, pelo menos, se recuperar os corpos das pessoas desaparecidas”, disse Pedro Cossa, porta-voz do Comando-geral da PRM, na conferência de imprensa semanal. Este episódio vem reacender receios não confirmados, da existência de campos de treino da rede terrorista Al Qaeda, para onde os imigrantes somális supostamente se dirigem. Nos últimos tempos tem sido cada vez mais frequente a entrada clandestina em Moçambique de grupos numerosos de cidadãos somális, que solicitam asilo devido, segundo eles, à instabilidade política no seu país.

As últimas informações dão conta de que uma parte significativa destes náufragos ruma para destino incerto. A utoridades moçambicanas preocupadas com campos terroristas Segundo dados a que a BBC teve acesso, ainda esta segunda-feira cerca de meia centena de indivíduos somális foi interceptada na cidade de Nampula, quando eram transportados do campo de refugiados de Marratane.

Outras informações em poder da BBC revelam que dos cerca de três mil e quatrocentos cidadãos somális, cuja entrada em Moçambique foi em Maio e Juho passados, apenas perto de trezentos apresentaram-se às autoridades, respeitando os procedimentos em vigor.

Embora, oficialmente, as autoridades tenham optado por desdramatizar a situação, a BBC sabe da existência de uma forte preocupação, particularmente depois das notícias sobre a alegada existência em solo nacional de campos de treino terroristas.

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