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Quando @Verdade pode não ser verdade: Competência

Normalmente designamos competência aos actos planeados e executados com qualidade. Quanto maior é o risco maior será a exigência na qualidade dos planificadores e executores. Imagine o leitor que alguém lhe diz o segredo que todos gostaríamos de saber, quanto tempo lhe resta na vida?

Certamente que além do pânico por pensar que pouco começaria a racionalizar o tempo, maximizando-o em acções absolutamente necessárias, úteis e reprodutivas, como?

1 – Adquirindo o máximo de conhecimento acerca do que pretende.

2 – Investigando processos e experiências semelhantes para minimizar os riscos de errar.

3 – Planificar e arquitectar o acto contextualizando-o ao momento, local e destinatário, com alternativas B e C.

4 – Criar a melhor equipa de executores para fazer bem a primeira vez.

5 – Garantir que o orçamento e o plano serão cumpridos na íntegra sem custos adicionais através de uma inspecção periódica, a fi m de corrigir desvios atempadamente.

6 – Replicar os modelos bem sucedidos para novos projectos de forma a sustentabilizar o desenvolvimento contextualizando-o.

Estes seriam alguns métodos utilizados para se criar competência aplicados a qualquer projecto independentemente da sua dimensão. Imagine o leitor que alguém muito querido a que não pode dizer não lhe entregue “ o tempo dele de vida” para gerir.

Será certamente uma grande responsabilidade que nenhum de nós gostaria de ter. Seria assim que os nossos governantes deveriam olhar para a governação, com a missão e responsabilidade de gerir os recursos de um povo cuja maior parte vive desde que nasce entre a vida e a morte por empobrecimento.

Não planificar, não arquitectar, não executar, não supervisionar, esbanjar, desviar, roubar com os adjectivos mais intelectualizados que houver são as causas de morte antecipada dos moçambicanos cuja responsabilidade é de quem governa.

Os moçambicanos não são “pobres” são “empobrecidos” pela simples razão de que são donos de um território com recursos como:

7 – População

8 – Terra arável

9 – Recursos hídricos

10 – Recursos marinhos

11 – Clima privilegiado

12 – Localização geográfica

13 – Recursos minerais

14 – Flora e fauna

Entre muitas outras Dadivas, razão pela qual não há justificação para continuarmos a ser empobrecidos. Muitos outros povos com muito menos recursos vivem muito melhor do que os moçambicanos, lembrome com admiração dos cabo- verdianos, porque? Porque tem a ver com competência de quem gere e negoceia os nossos recursos.

Governar mal não deveria ser permitido, porque põe em causa a vida de milhões de pessoas. Se um homicida é condenando a prisão maior, o responsável de milhares de mortes “genocida” será condenado a quê? Razão pela qual não podemos continuar a nomear alguns gestores da coisa pública (governo e administração pública) sem competência. Mais grave se torna quando esse alguém já provou as suas incapacidades várias vezes, mas continuamos a insistir na sua nomeação para cargos diferentes com os mesmos resultados, ou seja, sem resultados.

Sem ter o privilégio dos Profetas de saber quanto tempo de ” vida” empobrecida temos, não é difícil adivinhar que por este andar o nosso empobrecimento veio para ficar, a menos que nós os donos do nosso tempo (vida) gritemos bem alto BASTA de INCOMPETÊNCIA!

A luta continua.

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