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Qatar:Guebuza impressionado com a gigantesca refinaria ‘Ras Laffan’

O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, visitou, sexta-feira, as instalações da refinaria de gás ‘Ras Laffan’, na cidade industrial do mesmo nome, onde recebeu explicações detalhadas sobre a complexa e diversificada actividade produtiva desta unidade industrial do Qatar.

A deslocação a gigantesca refinaria, situada a pouco mais de 80 quilómetros de Doha, a capital, está inserida no intenso programa de visita, a primeira do género, que Armando Guebuza efectua desde este Domingo a este país do Golfo Pérsico.

Guebuza, acompanhado pelo director da gigantesca refinaria, percorreu de autocarro uma parte dos 56 quilómetros quadrados do complexo industrial, juntamente com os membros integrados na sua delegação, incluindo empresários moçambicanos, testemunhando uma parte da sua grandeza.

A refinaria ‘Ras Laffan’ integra fundamentalmente duas grandes empresas (Ras Gás e Qatar Gás), as duas maiores fornecedoras mundiais de gás natural liquefeito, com uma produção anual calculada em nada mais nada menos que 77 milhões de toneladas, fazendo de ‘Ras Laffan’ capital do gás liquefeito.

Na infra-estrutura operam igualmente as empresas ‘Al Khaleej Gás’, ‘Dolphin Energy’ e a ‘Q Energy’ que se ocupam da refinação do gás.

No mesmo perímetro está a ‘Ras Laffan Power Company’ com três mega centrais de produção de energia eléctrica tanto para o complexo quanto para o consumo domestico.

A vasta refinaria de ‘Ras Laffan’ é, na verdade, uma paisagem infinita de gasodutos de todos os tamanhos que na sua maioria levam os vários derivados do gás para o porto situado ali muito bem perto.

Aliás é o maior do mundo, com vários terminais marítimos e docas secas, para a acostagem dos maiores navios de carga deste género.

Nos céus da refinaria é possível ver, em todos os extremos, línguas de fogo no topo das altas chaminés com mais de seis metros de altura a colorirem o espaço, espelhando o nível de actividade de refinação em curso naquele complexo industrial.

A complementar o cenário da intensa produção da ‘Ras Laffan’ visualizase nos terminais e nas docas do porto, situado na rota marítima mundial, maiores navios cisternas a encher os imensos seus tanques para, de seguida, partir com destino aos mercados tanto do oriente quanto do ocidente.

A digressão pelas instalações da infra-estrutura teve a duração de pouco mais de uma hora, antecedida por uma descarga pluviométrica naquele ponto que outrora deserto, mas com a finalização do plano de acção da ‘Ras Laffan’, nos próximos 15 anos, será um maior complexo de refinação aqui no Golfo.

Esta visita tem o grande mérito de acontecer numa altura em que são feitas no país novas descobertas de gás natural, tendo a mais recente sido confirmada na Bacia do Rovuma, Norte de Moçambique, bem como as suspeitas ainda não confirmadas em bacias da região Centro.

Moçambique já exporta gás natural das reservas de Pande, província meridional de Inhambane, a cargo de uma petroquímica sul-africana, a Sasol.

Na tarde de sexta-feira, Guebuza reuniu-se com a comunidade moçambicana residente no Qatar, 94 famílias que totalizam pouco mais de 400 moçambicanos, para ouvir as suas inquietações.

Na ocasião, os moçambicanos na diáspora apresentaram várias questões que vão desde a legalização da documentação

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