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Protesto por salários melhores deixa feridos na Bolívia

Pelo menos 10 policiais ficaram feridos e três manifestantes foram detidos, esta Terça-feira, durante uma grande marcha sindical que agitou o centro de La Paz, no primeiro dos dois dias de manifestações na Bolívia por melhores salários.

Os confrontos, que o governo atribuiu às acções de “provocadores infiltrados” na marcha e que os líderes sindicais responsabilizaram a repressão policial, aumentaram a tensão social que o governo de Evo Morales enfrenta em vários distritos.

Mas o governo seguia mostrando-se firme diante do protesto por salários, duma greve paralela de quase quatro semanas de médicos de hospitais públicos e do iminente início duma nova marcha de índios amazónicos contra um projecto de estrada na floresta.

“Em todo o país trabalhou-se hoje (terça-feira) com praticamente absoluta normalidade”, disse o ministro do governo, Carlos Romero, durante entrevista colectiva, ao avaliar o protesto que a Central Trabalhista Boliviana havia convocado como “greve geral”.

O líder da central, Juan Carlos Trujillo, admitiu aos repórteres que não houve paralisação do trabalho em nenhum sector, excepto os serviços de saúde afectados pela greve contra um decreto que aumenta a obrigação de trabalho nesse sector de seis para oito horas diárias.

“Dissemos que estamos a começar uma luta e já preparamos uma greve geral por tempo indeterminado”, acrescentou.

Romero disse que cinco dos policiais feridos foram internados num centro médico, com ferimentos provocados por explosões de cargas pequenas de dinamite lançadas por manifestantes, mas que não corriam risco de perder a vida.

Os manifestantes detidos serão acusados de agressão aos policiais e uso ilegal de explosivos, disseram as fontes policiais citadas pela televisão local.

O governo prometeu aumentar o salário mínimo nacional em 18 por cento, para o equivalente a 142 dólares, e o resto dos salários numa média de 7 por cento, apenas compensando a inflação acumulada no ano passado.

A central trabalhista defendeu, em troca, um regime salarial que permita cobrir uma “cesta” de gastos estimados em 1.200 dólares por mês para uma família de cinco pessoas.

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