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Projectados dois centros de educação inclusiva em Moçambique

Dois centros regionais de recurso e educação inclusiva em Moçambique vão entrar em funcionamento a breve trecho no país. Trata-se dos centros de Nampula e Tete, que vão servir às províncias das regiões norte e centro do país, respectivamente, que estão em preparação, cujo custo está avaliado em seis milhões de dólares norte-americanos (USD) cada.

Neste momento, funciona em Moçambique apenas um centro de recurso e educação inclusiva, localizado na província de Gaza e que serve as províncias de Maputo e Inhambane. Este é o primeiro centro do género em funcionamento no país, cuja vocação é educar e formar crianças com vários tipos de deficiência.

AIM apurou que estes centros incluem a componente de educação técnicoprofissional, para dotar os alunos de capacidade para saber fazer algo que lhes possa ajudar na componente profissional quando estes atingirem a idade adulta.

Segundo Francisco Zevute, director do centro, o mesmo entrou em funcionamento em Agosto de 20010, mas o ano lectivo iniciou a 20 de Maio último, e conta com 46 alunos matriculados na primeira classe e em regime de internato.

O centro, que leva o nome de Eduardo Chivambo Mondlane, fundador da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), movimento de libertação nacional, tem capacidade para receber 210 alunos em regime de internato e foi idealizado para leccionar da primeira a 12/a classe.

Segundo Zevute, o centro está equipado com máquinas braile, pautas para iniciação da escrita e diversos livros, entre outros materiais. O centro começou a ser construído em 2008 pelo empreiteiro chinês Natong, tendo as obras sido concluídas em 2010.

As mesmas custaram cinco milhões de dólares norte-americanos e foram financiadas pelo Governo, através do Orçamento do Estado. A escola comporta seis salas de aula, quatro oficinas para corte e costura, serralharia, carpintaria e para sistema braile.

“Cada oficina possui duas salas, uma para pratica e outra para teoria”, explicou. O centro inclui um internato, com refeitório e dormitórios.

Segundo o director, o centro debatese com a falta de professores, contando com apenas 12, quando precisaria de muito mais para as diversas especialidades.

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