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Produtores amealham 127 milhões com algodão

Os produtores do algodão em Nampula, uma classe dominada pelos agricultores do sector familiar, arrecadaram, este ano, um montante estimado em 127.6 milhões de meticais.

Resultantes da venda da sua produção relativa a ultima safra cujos resultados se situaram em cerca de 23 mil toneladas do chamado “ouro branco”, de acordo com dados divulgados pelo Instituto de Algodão de Moçambique, naquela província.

O preço que vigorou ao longo do processo de comercialização de algodão caroço, terminado recentemente, ao nível daquela parcela do país foi de 6.45 meticais para o de primeira qualidade e 4.75 para a segunda. Estes números superaram o preço mínimo a praticar na comercialização do chamado “ouro branco” aprovado pelo conselho de ministros fixado em 5.30 e 3.95 meticais para o algodão caroço de primeira e segunda qualidade, respectivamente.

António Alberto, delegado regional norte do Instituto de Algodão de Moçambique, IAM, salientou que a meta da província de Nampula, para a campanha agrícola finda, estava fixada em 33 mil toneladas.

Entretanto a mesma meta não foi cumprida devido a vários factores sobretudo a concorrência que o algodão está a sujeito, neste momento, em relação a outras culturas de rendimento, nomeadamente o gergelim, soja e feijão bóer.

Nos meses de Janeiro e Fevereiro últimos, a província em geral registou queda de chuvas quase ininterruptas. Esta situação provocou embaraços aos produtores que tiveram que escolher a cultura prioritária, para a limpeza do capim, que entretanto recaiu para as alimentares, o que concorreu para a redução dos rendimentos de algodão, por hectare.

Não obstante aos constrangimentos referenciados, os volumes de colheitas da ultima safra superam em cerca de Trinta por cento os da campanha agrícola 2007/2008 que se situaram em pouco mais de 18 mil toneladas.

António Alberto, salientou que os resultados na presente campanha agrícola de algodão, apesar de não ter atingido as metas preconizadas satisfazem o sector que dirige em Nampula, porquanto permitem avaliar que os produtores ainda prestam uma atenção particular aquela cultura, praticada há mais de um século no país e cujos resultados contribuem não somente para o melhoramento da renda das famílias como, adicionalmente, na colecta de divisas para o país, resultante da exportação da fibra.

A nossa fonte referiu num outro desenvolvimento que se desenham ao nível dos potenciais fomentadores da cultura do algodão em Nampula, o estabelecimentos de alianças com empresas estrangeiras com forte tradição no cultivo do chamado “ouro branco” em alguns países da Europa e África, situação que vai reforçar a sua posição financeira para melhor desenvolver os seus programas de fomento da cultura e garantia de comercialização da produção junto dos produtores.

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