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Prevalência de HIV/SIDA na capital cabo-verdiana é duas vezes superior à média nacional

A taxa de prevalência do HIV/SIDA (1,7 por cento) na cidade da Praia, capital de Cabo Verde e principal centro habitacional do país, é duas vezes superior à média nacional (0,8), apurou a PANA de fonte próxima do Comité de Coordenação e Combate à Sida (CCS/Sida).

Segundo dados oficiais divulgados, Terça-feira (22), durante um atelié de socialização do “Plano Operacional de Luta contra a Sida no Concelho da Praia (2013/14)”, a situação prevalecente na capital cabo-verdiana, comparada ao nível do país, requer uma resposta concertada para alterar a tendência actual.

O secretário executivo do CCS/Sida, José António dos Reis, considera necessário o envolvimento de todos os actores políticos e sociais numa intervenção centralizada, para “devolver” ao maior concelho de Cabo Verde uma situação “mais aceitável” do ponto de vista epidemiológico.

“No nosso programa, privilegiamos acções dirigidas a grupos específicos, aqueles que podem contribuir para uma maior disseminação das informações sobre o vírus VIH/Sida, pois a situação que temos na cidade da Praia, comparada ao nível do país, requer uma resposta concertada para alterar a tendência”, afirmou.

Neste sentido, ele apelou à comunicação social, às associações e à comunidade para terem um papel mais “activo” na divulgação de informações de sensibilização.

O Governo garante que o plano apresentado, Terça-feira, tem estipuladas todas as medidas e acções previstas para combater o VIH/Sida, necessárias para cumprir a meta de diminuir a taxa de infecção a fim de que Cabo Verde continue no grupo dos países com uma taxa de prevalência inferior a 01 por cento.

Doravante, a prevenção vai incidir sobretudo nos grupos vulneráveis, como profissionais do sexo, onde a taxa de prevalência do vírus chega aos 7,3 por cento no concelho da Praia, com a garantia do acesso aos meios de prevenção, via distribuição de kits nos locais de concentração desta franja da sociedade.

A estratégia passará também pela promoção do diagnóstico precoce, pelo seguimento e tratamento dos seropositivos bem como pela integração familiar dos infectados.

De acordo com os últimos dados divulgados pelo CCS/Sida, os homens são mais afectados pelo vírus VIH/Sida mas, entre os novos infectados, 55 porcento são do sexo feminino.

Os jovens da faixa etária entre os 25 e os 29 anos são a camada mais infectada pelo vírus que está presente em todas as ilhas do arquipélago cabo-verdiano.

A percentagem de prevalência do VIH entre as grávidas é menor que um porcento, enquanto a transmissão da mãe para o filho está abaixo dos 10 porcento, de acordo com os dados.

A CCS/Sida considera que, apesar da baixa taxa de infecção, as ilhas de São Vicente, Boavista e Sal, por serem de expressão turística, apresentam factores de vulnerabilidade significativos.

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