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Prevalência da diarreia aumentou de 14 para 18%

A prevalência das doenças diarreicas nas crianças menores de cinco anos de idade em Moçambique aumentou de 14 por cento em 2003 para 18 por cento no ano, segundo indica do o último Inquérito de Indicadores Múltiplos 2008 (MICS), divulgado semana passada em Maputo. 

A semelhança da malária e das infecções respiratórias agudas (IRA), as diarreias ainda constituem as principais causas de morte das crianças em Moçambique, de acordo com este estudo realizado pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE) com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). “47 por cento das crianças que tiveram diarreia recebeu terapia de rehidratação oral e continuou a alimentarse normalmente”, lê-se no sumário do MICS.

De acordo com este estudo, a prevalência das diarreias é mais elevada na província nortenha de Nampula (23 por cento), seguindo Gaza (Sul do país) e Tete (Centro), com 19 e 18 por cento respectivamente. Os resultados deste inquérito mostram que tem havido progressos no controlo de outras doenças que são as principais causas da morte de crianças no país, particularmente a malária e a IRA Na sua abordagem sobre o problema da malária, o estudo indica que a prevalência da febre nas crianças menores de cinco anos de idade (doença usada por aproximação para determinar a ocorrência da malária), foi de 24 por cento.

“Esta percentagem representa uma melhoria quando comparada com a registada em 2003, que foi estimada em 27 por cento. Os dados mostram que 23 por cento de crianças que estavam com febre receberam medicamentos anti-maláricos no prazo de 24 horas, depois de se registar o sintoma”, lê-se no sumário deste inquérito.

O documento refere que o número de pessoas com rede mosquiteira tende a aumentar, medida encorajadora porque, até agora, o uso adequado deste instrumento constitui uma das medidas mais eficazes de prevenção da malária. Segundo a fonte, a percentagem de crianças menores de cinco anos de idade que na noite anterior ao inquérito dormiram sob uma rede mosquiteira aumentou de 10 por cento em 2003 para 42 por cento no ano passado.

Este avanço é mais notório nas zonas rurais (de sete para 40 por cento) que nos centros urbanos (de 16 para 48 por cento). Progressos foram também verificados na componente das infecções respiratórias agudas (IRA). De acordo com o inquérito, a percentagem de crianças menores de cinco anos com sintomas desta doença baixou de 10 por cento em 2003 para cinco por cento em 2008. “No geral, os dados mostram que 65 por cento de crianças com sintomas de IRA foram levadas a um agente provedor de serviços de saúde, registando-se contudo ligeiras diferenças desta tendência nas zonas rurais e urbanas”, indica o documento.

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