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Preso 2o homem em caso de estupro de criança na Índia

A polícia indiana prendeu um segundo homem, esta Segunda-feira (22), suspeito de ligação com o estupro e tortura de uma menina de 5 anos de idade, em Nova Délhi, mas isso não foi suficiente para conter os protestos contra a incompetência e a corrupção policial.

Os vizinhos da menina dizem que a criança foi raptada, Segunda-feira da semana passada, num beco de fora da sua casa, num bairro de classe média baixa, e mantida em cativeiro por dois homens num porão. Eles dizem que a encontraram dois dias depois ao ouvirem os seus gritos.

Um vídeo que mostra um policial a bater uma jovem manifestante (link.reuters.com/veq57t) alimentou a indignação, junto com a alegação da família de que os oficiais ofereceram-lhe 2.000 rupias (37 dólares) em suborno para silenciar o caso, o que atrasou a busca pela menina por várias horas.

Na sua primeira entrevista à imprensa sobre o estupro, o chefe de polícia de Délhi, Neeraj Kumar, resistiu aos apelos crescentes por sua renúncia. Ele afirmou que suspendeu o policial flagrado nas imagens divulgadas no vídeo, junto com dois oficiais superiores da delegacia de polícia.

O nome da menina de 5 anos de idade não foi revelado, mas a mídia já a apelidou de “Gudiya”, ou boneca. Ela passou por uma cirurgia e apresentava um quadro estável na Segunda-feira, disse a repórteres um médico do hospital onde está internada.

A indignação pública com o caso faz reviver os protestos que tomaram as ruas depois do estupro colectivo da jovem de 23 anos num autocarro, no dia 16 de Dezembro.

A jovem morreu vítima dos ferimentos. O ataque levou milhares às ruas em protesto e colocou a questão da violência de gênero na agenda política nacional um ano antes das eleições.

Os protestos de agora, no quarto dia, estão a ser menores. Os manifestantes, no entanto, montaram barricadas perto do Parlamento, Segunda-feira, e dizem que estão revoltados com as autoridades que não conseguiram evitar o ataque.

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